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Ciclone tropical pode atingir Moçambique nesta quinta-feira

O País ainda se recupera dos danos de outro ciclone, Idai, que matou cerca de 600 pessoas e deixou milhares de desabrigados

11:18 | 25/04/2019
O número de mortos após passagem do ciclone Idai subiu para 761 ao todo, nas três regiões de Moçambique, Zimbábue e Maláui.
O número de mortos após passagem do ciclone Idai subiu para 761 ao todo, nas três regiões de Moçambique, Zimbábue e Maláui.(Foto: AFP)

O ciclone Kenneth deverá atingir nesta quinta-feira, 25, o norte de Moçambique. Segundo a diretora do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, Augusta Maita, já foram posicionados meios logísticos para socorrer as mais de 600 mil famílias que poderão ser assoladas pelo mau tempo.

Espera-se que o ciclone, que atingiu o arquipélago de Comores nesta madrugada, chegue durante a tarde ao norte de Moçambique, na fronteira com a Tanzânia. Kenneth deve atingir a costa de Cabo Delgado com ventos de mais de 200 quilômetros por hora. "O ciclone tropical Kenneth continua a afastar-se de nossas ilhas", declarou esta manhã a direção técnica de meteorologia das Comores (ANACM) em sua página no Facebook.

A companhia Linhas Aéreas de Moçambique cancelou a ligação Maputo-Pemba, depois que foi emitido um alerta vermelho pelo Instituto Nacional de Meteorologia de Moçambique. O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários indicou que Comores, Moçambique e Tanzânia tomaram medidas de precaução e alertaram a população diante das "fortes chuvas e ventos" que são esperados como consequência de Kenneth.

Kenneth chega à costa africana pouca mais de um mês depois de outro ciclone, o Idai, que atingiu o centro de Moçambique em 14 de março, matou cerca de 600 pessoas e deixou mais de 1,6 mil feridos, segundo estimativas oficiais.

De acordo com a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), quase 240 mil casas foram danificadas e mais de 111 mil residências ficaram destruídas, deixando 1,8 milhão de pessoas desabrigadas. Em Moçambique, Zimbábue e Malaui, os danos foram de 2 bilhões de dólares, segundo o Banco Mundial.

Com informações da Agência Brasil

Marcela Tosi/Especial para O POVO