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Relatório que pode causar aumento das tarifas de carros importados nos EUA

09:47 | Fev. 18, 2019
Autor AFP
Tipo Notícia

O departamento do Comércio dos Estados Unidos anunciou ter entregado à Casa Branca um relatório sobre a indústria automotiva, que pode provocar um aumento das tarifas sobre os veículos importados e intensificar a tensão com a Europa.

"O secretário do Comércio, Wilbur Ross, entregou oficialmente ao presidente Donald Trump os resultados da investigação do Departamento do Comércio no que diz respeito aos efeitos das importações de automóveis e autopeças sobre a segurança nacional dos Estados Unidos", anunciou o Departamento, sem revelar detalhes.

O presidente Trump tem agora 90 dias para tomar a decisão de impor ou não taxas adicionais às importações de automóveis e equipamentos, uma ameaça para a indústria na Europa, principalmente a Alemanha.

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A Casa Branca anunciou no ano passado a intenção de adotar tarifas adicionais de até 25% às importações de veículos, para defender o setor.

Trump encomendou ao Departamento do Comércio uma investigação para estabelecer a pertinência de aplicar as taxas com base no artigo 232 da legislação comercial americana, que se apoia em argumentos vinculados à defesa nacional para limitar a importação de produtos e bens.

Se o presidente americano decidir elevar as tarifas, as montadoras alemãs (Mercedes-Benz, Volkswagen e BMW) seriam as mais afetadas.

Em 2017, pouco mais da metade dos 17 milhões de veículos vendidos nos Estados Unidos eram importados.

A União Europeia (UE), por sua vez, prometeu nesta segunda-feira que responderá rapidamente se o governo dos Estados Unidos optar por elevar as tarifas de importação aos automóveis europeus.

"Se este relatório resultar em ações em detrimento das exportações europeias, a Comissão Europeia reagirá de maneira rápida e adequada", afirmou o porta-voz comunitário Margaritis Schinas.

A Comissão espera, no entanto, um resultado "positivo" das conversações entre UE e Estados Unidos iniciadas com a trégua comercial estabelecida em julho entre Trump e o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker.

vmt/jul/arc/fp

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