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Iaaf desmente que irá considerar a velocista Semenya como "homem biológico"

21:12 | 13/02/2019

A Federação Internacional de Atletismo (Iaaf) desmentiu formalmente que irá considerar a velocista sul-africana Caster Semenya, campeã olímpica dos 800 metros, como um "homem biológico", como havia publicado o jornal inglês The Times nesta quarta-feira.

"A Iaaf não classifica nenhuma atleta DSD (com Diferenças de Desenvolvimento Sexual, na sigla em inglês) como masculino. Pelo contrário, aceitamos seu sexo oficial sem nenhuma pergunta e permitimos que compitam em nossas competições femininas", afirmou em nota a entidade que rege o atletismo no mundo.

"Contudo, se um nível elevado de testosterona masculina for descoberto em uma atleta DSD, com consequências no desenvolvimento ósseo, com o mesmo aumento da massa muscular e da potência que os homens depois da puberdade, e que dá uma vantagem aos homens em relação às mulheres, então é necessário, para preservar a igualdade da competição feminina, pedir às atletas DSD reduzir sua taxa de testosterona ao nível das mulheres antes de uma competição internacional", explica a Iaaf.

A Federação Internacional adiou em cinco meses a entrada em vigo de suas novas regras sobre o hiperandrogenismo, o que provocou polêmica.

Semenya, 27 anos, recorreu à Corte Arbitral do Esporte (CAS) em colaboração com a Federação Sul-Africana de Atletismo, para protestar contra as regras da Iaaf.

A bicampeã olímpica (2012 e 2016) e tricampeã mundial (2009, 2011, 2017) dos 800 metros é a atleta mais famosa entre as que podem ser afetadas pelas novas regras.

Classificadas como "hiperandróginas", as atletas como Semenya terão que baixar quimicamente seus níveis de testosterona para poder competir, algo que, segundo Semenya, violaria o regimento da Iaaf e a Carta Olímpica.

O CAS deve estuar o caso de Semenya na semana que vem.

kca/dj/sk/am