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OEA condena violência na Nicarágua e pede antecipação das eleições

Resoluções aprovadas pelo Conselho Permanente foram aprovadas por 21 votos. Brasil votou a favor

17:44 | 20/07/2018
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Em meio a intensa crise, o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, sofreu forte golpe nesta quarta-feira, 18. Em reunião do Conselho Permanente, da Organização dos Estados Americanos (OEA), foi aprovado documento que condena a violência empregada pelo governo do país, localizado na América Central. Com 21 votos a favor, resoluções propõem diálogo nacional e antecipação das eleições.

Durante os três últimos meses, ações de tropas governistas deixaram mais de 300 pessoas mortas. Manifestações motivadas contra Ortega, que está no poder desde 2007, estão sendo enquadradas dentro de uma “lei de terrorismo”, aprovada há pouco tempo pelo Parlamento. A Organização das Nações Unidas (ONU), porém, condenou a medida, cuja utilização pode ser utilizada para criminalizar até mesmo protestos pacíficos.

No encontro do Conselho Permanente, nove países apresentaram documento com recomendações ao governo e outras partes envolvidas a aderirem “ativamente e de boa fé” a um “diálogo nacional”. A proposta também indica a Ortega que cumpra antecipação do calendário eleitoral para março 2019. O pleito está previsto somente para 2021.

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A resolução reitera condenação à violência empregada contra “o clero, bispos católicos participantes do diálogo nacional, Universidade Nacional Autônoma da Nicarágua (UNAN), a sede da Caritas (organização humanitária da Igreja Católica), e outros manifestantes pacíficos”.

O texto foi aprovado com 21 votos a favor (Colômbia, Costa Rica, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Guiana, Honduras, Jamaica, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Santa Lúcia, Uruguai, Antígua e Barbuda, Argentina, Bahamas, Brasil, Canadá, Chile), tendo três contra (Nicarágua, São Vicente e Granadinas, Venezuela) e sete abstenções (El Salvador, Granada, Haiti, Suriname, Trinidad e Tobago, Barbados e Belize). Representantes das Ilhas de São Cristóvão e Neves, Dominica e Bolívia se ausentaram da reunião.

(Redação O POVO Online)

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