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Incêndios na Grécia já deixam 60 mortos

A maioria das vítimas ficou presa no setor do balneário de Mati, a aproximadamente 40 km de Atenas, em casas ou veículos

09:07 | 24/07/2018
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O balanço dos incêndios nos arredores de Atenas subiu para 60 mortos nesta terça-feira (24) - disse à AFP Myron Tsagarakis, vereador de Rafina, capital da turística área afetada pelas chamas.

 

"Contabilizamos 60 mortos", declarou Myron, confirmando as informações divulgadas pela imprensa local, enquanto o governo ainda mantém, oficialmente, um total de 50 óbitos.   

 

A maioria das vítimas ficou presa no setor do balneário de Mati, a aproximadamente 40 km de Atenas, em casas ou veículos, informou Tzanakopoulos. De acordo com números ainda provisórios, os violentos incêndios deflagrados na segunda-feira também deixaram 172 feridos, entre eles 11 em estado grave. Entre os feridos há 16 crianças.

 

Os corpos das vítimas estavam abraçados e carbonizados, segundo um fotógrafo da AFP. Aparentemente, não conseguiram chegar ao mar para se protegerem das chamas, avaliaram os bombeiros, acrescentando que o incêndio foi controlado em Ática. O incêndio continua muito ativo, porém, em Kineta, 50 quilômetros ao oeste de Atenas. Por volta da meia-noite, um fotógrafo da AFP encontrou os corpos calcinados de três pessoas, e posteriormente de uma quarta, sob um automóvel e uma moto no balneário de Mati, uma das regiões mais afetadas.

 

[FOTO2]As autoridades seguem buscando vítimas e retirando os afetados na madrugada desta terça-feira, segundo o porta-voz. Nove barcos da patrulha costeira, dois navios da Marinha e "dezenas de barcos particulares", auxiliados por helicópteros do Exército, realizam evacuações a partir do porto de Rafina, próximo a Mati, onde residentes e turistas se refugiaram na beira do mar, informou Tzanakopoulos. A presidência da República anulou os festejos desta terça-feira para recordar o restabelecimento da democracia na Grécia, em julho de 1974.

 

Tzanakopoulos anunciou que a Espanha enviará dois aviões e Chipre, uma equipe com 60 bombeiros, após a Grécia ativar o mecanismo europeu de defesa civil para obter ajuda de seus sócios. O premier grego, Alexis Tsipras, encurtou sua viagem à Bósnia para liderar a célula de crise. Após presidir uma reunião do gabinete, Tsipras antecipou uma "noite difícil" e informou que há "mais de 600" bombeiros combatendo em três frentes, incluindo duas que seguem avançando nos arredores de Mati e a 55 km a oeste da capital, na localidade de Kinetta.

 

As operações aéreas de combate às chamas, das quais participam oito aviões e nove helicópteros, foram interrompidas durante a noite. Segundo o secretário-geral da Defesa Civil, Yannis Kapakis, os incêndios foram avivados por ventos de mais de 100 km/h, uma "situação extrema". O primeiro-ministro manifestou sua "preocupação com o fato de que estes focos se desenvolveram em paralelo", indicando a possibilidade de uma origem criminosa.

 

[FOTO3]Em Kinetta, os incêndios arrasaram casas e veículos e três vilas foram evacuadas, com a prefeitura criando albergues para os deslocados. A Grécia enfrenta uma onda de calor com temperaturas de até 40ºC, e segundo os serviços de meteorologia as condições seguirão muito complicadas nesta terça-feira.

 

Na Suécia havia 27 incêndios ativos nesta segunda-feira, segundo a Defesa Civil, no momento em que as temperaturas devem atingir os 35ºC. França, Itália e Alemanha enviaram apoio aéreo terrestre, além de bombeiros, para ajudar a sufocar as chamas na Suécia, onde geralmente no verão as temperaturas ficam em torno dos 23ºC. A Suécia vive uma seca sem precedentes e os termômetros atingiram temperaturas jamais vistas em um século.

 

Na Lapônia, a província mais setentrional da Finlândia, os incêndios arrasaram bosques e pastos na região da fronteira com a Rússia. Na Noruega, que este ano viveu um mês de maio com temperaturas recordes, também ocorrem vários pequenos incêndios, e um bombeiro morreu em 15 de julho.

 

Na Letônia, as chamas destruíram mais de 800 hectares nas regiões ocidentais do país em cinco dias. Os especialistas advertem que as temperaturas se manterão altas e não choverá no país nas próximas duas semanas. 

 

AFP

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