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Especialistas detalham resgate em caverna da Tailândia; mergulhador é cremado neste sábado

De acordo com o jornal Tailandês "Khaosod", o corpo do mergulhador deve ser cremado neste sábado, 14, na província de Roi Et

11:20 | 14/07/2018
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Saman Kunan tinha 38 anos e era ex-integrante do grupo de elite da Marinha da Tailândia. Triatleta, ele havia se voluntariado para participar da operação de resgate dos meninos presos em caverna no país. Ele morreu durante o percurso tentado para levar oxigênio e suprimentos ao grupo preso na caverna inundada. De acordo com o jornal Tailandês “Khaosod”, o corpo do mergulhador deve ser cremado neste sábado, 14, na província de Roi Et.
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Os 12 meninos e o técnico ainda se recuperam no hospital Chiang Rai. Nesta sexta-feira, 13, familiares - que haviam apenas se comunicado com seus filhos por meio de um vidro - puderam chegar perto deles, sem tocá-los. Eles não apresentam problemas graves de saúde, nem sinais de estresse.
 
[SAIBAMAIS] 
De acordo com Banphot Konkum, um dos pais, o grupo não percebeu que chovia no momento em que entraram na caverna, no dia 23 de junho. A chuva causou enchentes, o que impediu o grupo de sair do local.

"Depois de uma hora, quando eles queriam sair, o nível da água estava subindo. Eles correram mais para dentro da caverna para escapar da água. O fluxo de água estava forte", conta Banphot.

Ao procurarem por um local mais seguro, os garotos usaram as próprias mãos para tentar identificar um possível abertura para um local mais alto. As marcas das mãos dos garotos foram encontradas horas depois pelos resgatistas, o que dava-lhes uma pista de que estavam no caminho para encontrá-los.
 
A avó de um dos meninos, Kameay Promthep, contou à agência Associated Press que vai sugerir ao neto que agradeça a todos os envolvidos no resgate.
 
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Os meninos e o técnico foram encontrados por mergulhadores britânicos no dia 2 de julho. O grupo estava há nove dias sem comer. O resgate mobilizou mais de 1.000 pessoas e durou três dias.   

“Não somos heróis”
"Se somos heróis? Não", contou Rick Stanton, um dos dos mergulhadores britânicos que ajudou no resgate dos garotos. "Só estamos usando um conjunto de habilidades muito específicas normalmente aplicadas ao nosso próprio interesse. Às vezes, podemos usá-las para devolver algo à comunidade".
 
"Foi um alívio muito, muito grande. Inicialmente não tínhamos certeza de que estavam todos vivos, e à medida que desciam eu os contei até chegar a 13", contou Stanton.

"Tudo em que conseguíamos pensar era como os retiraríamos, então havia alívio misturado com incerteza. Esse é um território completamente inexplorado, sem precedentes. Nada parecido foi feito antes, então é claro que havia dúvidas, mas eu sabia que tínhamos uma boa equipe", disse o mergulhador de cavernas Chris Jewell, contente com o desfecho da história. 

Peter Dennis, presidente do Conselho Britânicos de Resgate em Cavernas, conta que a operação foi "um dos resgates em cavernas mais extraordinários". 

Mergulhadores estrangeiros e oficiais tailandeses resgataram os meninos em três grupos. Os primeiros quatro meninos chegaram ao hospital domingo, 8. O restante do time foi dividido em dois grupos: um retirado na segunda, 9, e o último, na terça 10.
 
Redação O POVO Online 

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