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Diretor do filme "Street Fighter" revela que Van Damme usava cocaína durante as gravações

Gravado em 1995, o filme obteve péssimas críticas. O vício de Van Damme, de acordo com o diretor, era apenas um dos problemas

09:26 | 24/07/2018
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Live-action de Street Fighter, baseado no videogame, o filme de ação de 1995 voltou a ser comentado pelo diretor Steven de Souza, que disse ao jornal The Guardian que "as gravações foram tão caóticas quanto o que acabou nas telas". De Souza revelou que o astro do filme, Jean-Claude Van Damme, estava "cheiradaço" quase o tempo todo. As informações são do site Vice.
 
Van Damme, estrela do filme, era o maior astro de ação na época, o que garantiu para ele o papel do Coronel norte-americano Guile, apesar de o ator ser belga. Na época, ele estava lutando contra um vício bem sério em cocaína, cheirando aproximadamente US$ 10 mil de pó por dia, fato que parece ter transformado as filmagens num pesadelo.
 
“Eu não podia falar sobre isso na época, mas agora posso: Jean-Claude estava cheiradaço”, disse de Souza. "O estúdio tinha contratado um cara para tomar conta dele, mas infelizmente o próprio cara era uma má influência. Jean-Claude disse tantas vezes que estava doente e não podia trabalhar que estávamos sempre procurando outras coisas no roteiro para filmar; eu não podia ficar sentado horas lá esperando por ele. Em duas ocasiões, os produtores permitiram que ele fosse para Hong Kong, e nas duas vezes ele voltou atrasado – nas segundas-feiras nem adiantava esperar ele no set".
 
Apesar da gravidade da revelação, Steven de Souza, junto a outros colegas de elenco, também afirmou que o vício de Van Damme não foi o único elemento que tornou o filme uma bagunça. Filmando na Tailândia durante rumores sobre o que um assistente do diretor descreveu como "um possível golpe", boa parte do orçamento do filme foi gasto com a contratação de Van Damme e Raul Julia, que interpretou o vilão, General Bilson.
 
Além disso, o filme foi filmado fora de sequência, o que fazia com que as pessoas do set tivessem dificuldade para saber exatamente o que estavam fazendo.
 
Apesar dos problemas destacados, eles conseguiram terminar o filme, que teve críticas péssimas, mas acabou arrecadando U$ 105 milhões em bilheteria, entrando para aquela lista dos filmes que, de tão ruins, são bons.

Redação O POVO Online 

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