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Colombianos vão às urnas para escolher novo presidente

10:59 | 17/06/2018
Os quase 37 milhões de eleitores colombianos vão às urnas hoje (17) para escolher o sucessor do presidente Juan Manuel Santos. Dois candidatos estão na disputa e representam os extremos: o ex-senador Ivan Duque, de direita, e o esquerdista Ivan Petro, ex-guerrilheiro do M-19. O eleito terá mandato de quatro anos.

O resultado pode definir o futuro do acordo de paz, assinado em 2016, firmado entre o governo e as Forcas Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) – a maior guerrilha do país. Há ainda o desafio de reincorporar os ex-rebeldes das Farc na economia.

Urnas de votação em segundo turno na Colômbia 
Urnas de votação em segundo turno na Colômbia - Luisa Gonzalez/Reuters/Direitos
Eleito, o novo presidente terá de definir medidas relacionadas à absorção dos imigrantes venezuelanos, que cruzam a fronteira todos os dias, em busca de emprego e qualidade de vida.

Os eleitores também querem ações que combatam a corrupção, o aumento das taxas de desemprego e de insegurança. Os colombianos enfrentam o avanço do tráfico de drogas no país.

Estilos
Duque, que tem apoio dos ex-presidentes Álvaro Uribe e Andrés Pastrana, venceu o primeiro turno e lidera as pesquisas de opinião. Ele quer rever o acordo de paz com as Farc, por considerar que muitos dos responsáveis por crimes de guerra serão perdoados.

“Não quero destruir os acordos de paz, nem rasgá-los em pedacinhos”, disse Duque, durante a campanha. “O que quero é fazer algumas modificações, algumas correções, para assegurar uma paz com justiça, que puna os responsáveis por crimes”, destacou.

Pedro, porém, quer implementar o documento do jeito que está. “Não brincamos com fogo para assegurar uma era de paz para a Colômbia”, disse. Ele é considerado por muitos o exemplo de um acordo que deu certo: o ex-prefeito da capital, Bogotá, pertenceu à guerrilha M-19, que se dissolveu em 1990 e formou um partido político.

Propostas
Duque e Petro também têm propostas econômicas diferentes. Desconhecido da maioria do eleitorado, Duque passou anos trabalhando no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington (EUA), até ser eleito senador em 2014. Ele tem o apoio do empresariado e propõe reduzir impostos e os gastos públicos, para atrair investimentos privados.

Para Petro, a economia colombiana é demasiadamente dependente do petróleo, que os latifúndios improdutivos deveriam pagar mais impostos e que o país deveria investir mais em programas para reduzir a desigualdade social.
 
 
                                                                                               Agência Brasil
 
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Os quase 37 milhões de eleitores colombianos vão às urnas hoje (17) para escolher o sucessor do presidente Juan Manuel Santos. Dois candidatos estão na disputa e representam os extremos: o ex-senador Ivan Duque, de direita, e o esquerdista Ivan Petro, ex-guerrilheiro do M-19. O eleito terá mandato de quatro anos.

O resultado pode definir o futuro do acordo de paz, assinado em 2016, firmado entre o governo e as Forcas Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) – a maior guerrilha do país. Há ainda o desafio de reincorporar os ex-rebeldes das Farc na economia.

Urnas de votação em segundo turno na Colômbia 
Urnas de votação em segundo turno na Colômbia - Luisa Gonzalez/Reuters/Direitos
Eleito, o novo presidente terá de definir medidas relacionadas à absorção dos imigrantes venezuelanos, que cruzam a fronteira todos os dias, em busca de emprego e qualidade de vida.

Os eleitores também querem ações que combatam a corrupção, o aumento das taxas de desemprego e de insegurança. Os colombianos enfrentam o avanço do tráfico de drogas no país.

Estilos
Duque, que tem apoio dos ex-presidentes Álvaro Uribe e Andrés Pastrana, venceu o primeiro turno e lidera as pesquisas de opinião. Ele quer rever o acordo de paz com as Farc, por considerar que muitos dos responsáveis por crimes de guerra serão perdoados.

“Não quero destruir os acordos de paz, nem rasgá-los em pedacinhos”, disse Duque, durante a campanha. “O que quero é fazer algumas modificações, algumas correções, para assegurar uma paz com justiça, que puna os responsáveis por crimes”, destacou.

Pedro, porém, quer implementar o documento do jeito que está. “Não brincamos com fogo para assegurar uma era de paz para a Colômbia”, disse. Ele é considerado por muitos o exemplo de um acordo que deu certo: o ex-prefeito da capital, Bogotá, pertenceu à guerrilha M-19, que se dissolveu em 1990 e formou um partido político.

Propostas
Duque e Petro também têm propostas econômicas diferentes. Desconhecido da maioria do eleitorado, Duque passou anos trabalhando no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington (EUA), até ser eleito senador em 2014. Ele tem o apoio do empresariado e propõe reduzir impostos e os gastos públicos, para atrair investimentos privados.

Para Petro, a economia colombiana é demasiadamente dependente do petróleo, que os latifúndios improdutivos deveriam pagar mais impostos e que o país deveria investir mais em programas para reduzir a desigualdade social.
 
 
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    O resultado pode definir o futuro do acordo de paz, assinado em 2016, firmado entre o governo e as Forcas Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) – a maior guerrilha do país. Há ainda o desafio de reincorporar os ex-rebeldes das Farc na economia.

    Urnas de votação em segundo turno na Colômbia 
    Urnas de votação em segundo turno na Colômbia - Luisa Gonzalez/Reuters/Direitos
    Eleito, o novo presidente terá de definir medidas relacionadas à absorção dos imigrantes venezuelanos, que cruzam a fronteira todos os dias, em busca de emprego e qualidade de vida.

    Os eleitores também querem ações que combatam a corrupção, o aumento das taxas de desemprego e de insegurança. Os colombianos enfrentam o avanço do tráfico de drogas no país.

    Estilos
    Duque, que tem apoio dos ex-presidentes Álvaro Uribe e Andrés Pastrana, venceu o primeiro turno e lidera as pesquisas de opinião. Ele quer rever o acordo de paz com as Farc, por considerar que muitos dos responsáveis por crimes de guerra serão perdoados.

    “Não quero destruir os acordos de paz, nem rasgá-los em pedacinhos”, disse Duque, durante a campanha. “O que quero é fazer algumas modificações, algumas correções, para assegurar uma paz com justiça, que puna os responsáveis por crimes”, destacou.

    Pedro, porém, quer implementar o documento do jeito que está. “Não brincamos com fogo para assegurar uma era de paz para a Colômbia”, disse. Ele é considerado por muitos o exemplo de um acordo que deu certo: o ex-prefeito da capital, Bogotá, pertenceu à guerrilha M-19, que se dissolveu em 1990 e formou um partido político.

    Propostas
    Duque e Petro também têm propostas econômicas diferentes. Desconhecido da maioria do eleitorado, Duque passou anos trabalhando no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington (EUA), até ser eleito senador em 2014. Ele tem o apoio do empresariado e propõe reduzir impostos e os gastos públicos, para atrair investimentos privados.

    Para Petro, a economia colombiana é demasiadamente dependente do petróleo, que os latifúndios improdutivos deveriam pagar mais impostos e que o país deveria investir mais em programas para reduzir a desigualdade social.
     
     
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    O resultado pode definir o futuro do acordo de paz, assinado em 2016, firmado entre o governo e as Forcas Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) – a maior guerrilha do país. Há ainda o desafio de reincorporar os ex-rebeldes das Farc na economia.

    Urnas de votação em segundo turno na Colômbia 
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    Eleito, o novo presidente terá de definir medidas relacionadas à absorção dos imigrantes venezuelanos, que cruzam a fronteira todos os dias, em busca de emprego e qualidade de vida.

    Os eleitores também querem ações que combatam a corrupção, o aumento das taxas de desemprego e de insegurança. Os colombianos enfrentam o avanço do tráfico de drogas no país.

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    Duque, que tem apoio dos ex-presidentes Álvaro Uribe e Andrés Pastrana, venceu o primeiro turno e lidera as pesquisas de opinião. Ele quer rever o acordo de paz com as Farc, por considerar que muitos dos responsáveis por crimes de guerra serão perdoados.

    “Não quero destruir os acordos de paz, nem rasgá-los em pedacinhos”, disse Duque, durante a campanha. “O que quero é fazer algumas modificações, algumas correções, para assegurar uma paz com justiça, que puna os responsáveis por crimes”, destacou.

    Pedro, porém, quer implementar o documento do jeito que está. “Não brincamos com fogo para assegurar uma era de paz para a Colômbia”, disse. Ele é considerado por muitos o exemplo de um acordo que deu certo: o ex-prefeito da capital, Bogotá, pertenceu à guerrilha M-19, que se dissolveu em 1990 e formou um partido político.

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    Duque e Petro também têm propostas econômicas diferentes. Desconhecido da maioria do eleitorado, Duque passou anos trabalhando no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington (EUA), até ser eleito senador em 2014. Ele tem o apoio do empresariado e propõe reduzir impostos e os gastos públicos, para atrair investimentos privados.

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    O resultado pode definir o futuro do acordo de paz, assinado em 2016, firmado entre o governo e as Forcas Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) – a maior guerrilha do país. Há ainda o desafio de reincorporar os ex-rebeldes das Farc na economia.

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    “Não quero destruir os acordos de paz, nem rasgá-los em pedacinhos”, disse Duque, durante a campanha. “O que quero é fazer algumas modificações, algumas correções, para assegurar uma paz com justiça, que puna os responsáveis por crimes”, destacou.

    Pedro, porém, quer implementar o documento do jeito que está. “Não brincamos com fogo para assegurar uma era de paz para a Colômbia”, disse. Ele é considerado por muitos o exemplo de um acordo que deu certo: o ex-prefeito da capital, Bogotá, pertenceu à guerrilha M-19, que se dissolveu em 1990 e formou um partido político.

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    Duque e Petro também têm propostas econômicas diferentes. Desconhecido da maioria do eleitorado, Duque passou anos trabalhando no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington (EUA), até ser eleito senador em 2014. Ele tem o apoio do empresariado e propõe reduzir impostos e os gastos públicos, para atrair investimentos privados.

    Para Petro, a economia colombiana é demasiadamente dependente do petróleo, que os latifúndios improdutivos deveriam pagar mais impostos e que o país deveria investir mais em programas para reduzir a desigualdade social.
     
     
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