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Líder opositora pede a renúncia do presidente do Peru

08:25 | 07/03/2018

Keiko Fujimori, líder do partido de oposição Força Popular, pediu ao presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski que renuncie antes que o Congresso debata um novo pedido de impeachment relacionado a casos de suposta corrupção com a empreiteira brasileira Odebrecht.

 

"Diante desta situação tão complexa, com sérios questionamentos contra o presidente da República, acredito que deve se afastar", disse Keiko Fujimori em entrevista ao canal ATV. "Eu acredito que Pedro Pablo Kuczynski deveria renunciar", completou. Fujimori disse que a renúncia de Kuczynski permitiria ao vice-presidente Martín Vizcarra assumir o governo e completar o mandato de cinco anos, que termina em julho de 2021.

 

O partido Força Popular deve anunciar nesta quarta-feira se apoia o novo pedido de vacância apresentado por dois partidos de esquerda. A filha mais velha do ex-presidente Alberto Fujimori, que foi indultado por Kuczynski no Natal, afirmou que seu partido não pede novas eleições e defendeu uma eventual gestão de Vizcarra. Na semana passada, o ex-representante da Odebrecht no Peru, Jorge Barata, afirmou em São Paulo a procuradores peruanos que a empresa destinou 1,2 milhão à campanha de Keiko Fujimori em 2011, o que ela nega.

 

Kuczynski evitou um pedido de afastamento em 22 de dezembro, quando um pedido de vacância apoiado pela Força Popular não obteve o número de votos necessário. Na votação de dezembro, o presidente peruano recebeu o apoio fundamental de Kenji Fujimori, irmão de Keiko, que conseguiu convencer 10 deputados da Força Popular a votar contra a destituição.

 

Este grupo se afastou do partido de Keiko e acabou com a maioria parlamentar que a formação tinha até então. Em seguida, o presidente anunciou um polêmico indulto humanitário para o ex-presidente Alberto Fujimori, que cumpria uma pena de 25 anos de prisão por crimes contra a humanidade. O novo pedido de destituição contra Kuczynski, de 79 anos, inclui novas denúncias de sua suposta relação com a Odebrecht, como a de que teria recebido 300.000 dólares para sua campanha de 2011, o que o presidente nega.

AFP

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