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Ataque talibã contra escola no Paquistão deixa mortos e feridos

09:19 | 01/12/2017
Soldados e tanque do exército paquistanês
Soldados e tanque do exército paquistanês
[FOTO1] Ao menos nove pessoas morreram e dezenas ficaram feridas nesta sexta-feira, 1º, em um ataque dos talibãs contra uma escola de formação agrícola de Peshawar, noroeste do Paquistão, no momento em que o país celebra o aniversário do profeta Maomé. 
 
Os criminosos, vestidos com burcas, chegaram de riquixá e abriram fogo na entrada do Instituto de Capacitação Agrícola. Um guarda ficou ferido e os talibãs invadiram o local.
O ataque foi reivindicado pelo Movimento dos Talibãs Paquistaneses (Tehreek e Taliban Pakistan, TTP). 
 
O chefe de polícia de Peshawar, Muhammad Tahir Khan, afirmou que três criminosos foram mortos. A operação aconteceu depois de um ataque contra uma residência de estudantes, indicou Salahudin Khan Mehsud, comandante da polícia provincial. 
 
"Todos usavam coletes com explosivos, mas foram mortos antes que conseguissem detoná-los", disse Mehsud. 
 
Entre as vítimas fatais estão seis estudantes, um segurança e dois civis. 
 
Um corpo, provavelmente do quarto criminoso, ainda estava em processo de identificação.
Noor Wali, estudante de 19 anos, descreveu as cenas de terror. 
 
"Corri para a porta e vi o sangue nas costas do meu colega de quarto, que estava do lado de fora", disse à AFP. 
 
Os hospitais da região confirmaram que receberam os corpos de nove pessoas e 38 feridos, vários deles em estado crítico. 
 
[FOTO2] O porta-voz do Movimento dos Talibãs Paquistaneses, Muhammad Khurasani, reivindicou o ataque. 
 
"Nossos mujahedines atacaram o edifício porque foi utilizado como escritório pelo ISI" (Inter-Service Intelligence), o serviço de inteligência do Paquistão, disse o porta-voz. 
 
"Se Deus quiser, nossos combatentes lutarão até a última gota de sangue", completou.
Em dezembro de 2014, um ataque dos talibãs contra uma escola de Peshawar dirigida pelo exército deixou 151 mortos, sobretudo alunos. 
 
O novo atentado aconteceu em um momento de reforço da segurança em todo o país, que recorda o aniversário do nascimento do profeta Maomé. 
 
O Paquistão enfrenta uma crise política após um longo embate entre as autoridades e um grupo de manifestantes islamitas que bloquearam a entrada da capital, Islamabad. 
 
O bloqueio durou três semanas, período no qual os manifestantes exigiram a renúncia do ministro da Justiça. 
 
O pedido foi acatado na segunda-feira, após um acordo negociado com a ajuda do exército, o que deixou o governo enfraquecido. Os confrontos de sábado passado com as forças de segurança deixaram sete mortos e centenas de feridos. 
 
A crise acontece em um momento difícil para o governo civil, poucos meses depois da queda por corrupção do primeiro-ministro Nawaz Sharif e alguns meses das eleições legislativas. 
 
AFP 
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