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Rússia teme volta dos extremistas à Síria

A volta dos combatentes é ainda mais preocupante pelo fato de a Rússia sediar o próximo Mundial de futebol, que começa em 14 de junho

09:31 | 12/12/2017

Os serviços de segurança russos, o FSB, expressaram nesta terça-feira, 12, sua preocupação quanto a um possível retorno dos extremistas que combateram na Síria, um dia depois de o presidente Vladimir Putin anunciar a retirada de uma parte das forças russas do país.


Segundo o FSB, cerca de 2.900 extremistas russos, em sua maioria originários das instáveis repúblicas muçulmanas do Cáucaso, combateram no Iraque e na Síria, aos quais se somam milhares de combatentes saídos de países da Ásia Central, que possui uma importante diáspora na Rússia. A volta dos combatentes é ainda mais preocupante pelo fato de a Rússia sediar o próximo Mundial de futebol, que começa em 14 de junho.

 

"O regresso à Rússia de ex-combatentes das formações armadas ilegais do Oriente Médio representa um perigo real. Podem se unir a bandos criminosos, a outras células, ou participar do recrutamento de outros combatentes", afirmou o diretor do FSB, Alexander Bortnikov, em uma reunião do Comitê Antiterrorista russo (NAK).

 

"Depois que as forças governamentais sírias, apoiadas pelo Exército russo, liberaram os últimos redutos nas mãos do Estado Islâmico, os dirigentes e combatentes deste grupo se veem obrigados a buscar maneiras de continuarem suas atividades terroristas no território de outros países, incluindo a Rússia", enfatizou. A Rússia foi atingida por vários atentados este ano. Um deles aconteceu em abril, no metrô de São Petersburgo, e deixou 14 mortos. Segundo Bortnikov, os serviços de segurança russos desmantelaram 18 atentados em 2017 e prenderam mais de mil suspeitos, enquanto 78 foram eliminados.

 

Na véspera, Putin ordenou a retirada de uma parte das tropas russas na Síria, poucos dias após o anúncio por Moscou da "libertação total" do país do grupo Estado Islâmico (EI). Durante uma visita surpresa à base militar russa de Hmeimim nesse país, Putin afirmou, no entanto, que seu país vai manter uma presença na Síria, assegurando que Hmeimim, onde se concentram os efetivos russos, e a base naval de Tartus, vão continuar em operação. "Em quase dois anos, as Forças Armadas russas, em colaboração com o Exército sírio, destruíram em grande parte os terroristas internacionais. Portanto, tomei a decisão de fazer que retorne para a Rússia uma parte considerável do contingente militar presente na Síria", afirmou Putin, segundo declarações retransmitidas pela televisão russa.

 

AFP

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