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Padre assume paternidade e celebra missa em Portugal

A situação divide teólogos sobre o direito canônico em meio à violação do voto de celibato. Por enquanto, padre não foi removido das funções

15:16 | 07/11/2017
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Um padre português assumiu a paternidade da filha de três meses, gerando polêmica na igreja. Giselo Andrade, da paróquia da Freguesia de Nossa Senhora do Monte, na Ilha da Madeira, ainda não foi afastado das funções e até celebrou missa, no último domingo, 5.

A imprensa portuguesa divulgou que Andrade comunicou ao bispo de Funchal, Dom António Carrilho, que queria continuar à frente da paróquia, mas deixou o cargo à disposição.

Na missa de domingo, Giselo agradeceu a "ajuda e o acolhimento" dos fiéis "nesta fase difícil", conforme o Jornal de Notícias. Em comunicado, a Diocese de Funchal disse acompanhar a situação respeitando “a delicadeza do caso, a dignidade das pessoas e as consequências que as mesmas têm na própria paróquia e nas restantes comunidades cristãs”.

“A Igreja é um espaço de misericórdia e Deus perdoa tudo, mas não pode admitir uma vida dupla”, informa a Diocese, apontando que “caberá ao próprio sacerdote discernir em diálogo com o bispo se pretende continuar a exercer o ministério sacerdotal segundo as exigências e normas da Igreja ou se pretende abraçar outra vocação”.

A situação divide teólogos sobre o direito canônico em meio à violação do voto de celibato. Enquanto uns dizem que ele deve ser suspenso, outros apontam que a violação não necessariamente impõe expulsão.

Redação O POVO Online

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