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"Uber de Helicópteros" chega a São Paulo

Chega ao Brasil o aplicativo Voom

12:43 | 19/07/2017
Bem acima das ruas congestionadas de São Paulo, uma frota de helicópteros leva a elite de um compromisso a outro. Mas o luxo pode se tornar um pouco mais acessível aos não tão ricos, graças a um novo serviço de táxi aéreo.

O executivo Gustavo espera seu helicóptero Voom que vai levá-lo do escritório ao aeroporto. “O trânsito de São Paulo...ele parece que não anda às vezes. Sexta-feira à tarde e muito difícil e daqui até o aeroporto pode demorar até três horas. Então, muitas vezes voar e a melhor opção”.

Voom, uma startup da Airbus, diz que seu serviço de reservas online é o primeiro do mundo. A rota mais cara, do centro de São Paulo para o aeroporto custa cerca de 500 reais ou 150 dólares, bem menos do que o cobrado por outras empresas do setor.

“Eu optei pelo Voom porque realmente entrou no meu budget, digamos assim, meu budget de viagem, graças a ser bastante econômico. Valia muito a pena, não apenas pelo custo, mas também pela facilidade. O que o torna mais acessível” diz Gustavo.

No centro da experiência está um objetivo ambicioso, de que viagens aéreas mais baratas poderiam aliviar o trânsito nos países em desenvolvimento.
 
O estado de São Paulo tem cerca de 500 heliportos e 700 helicópteros registrados, o que facilita o teste do Voom.
 
“Hoje esta é a cidade mais óbvia para se lançar um serviço como esse. Eles têm um controle do tráfego de helicópteros e um ambiente regulatório propício para um serviço assim. Nossa esperança é que helicópteros e viagens aéreas se tornem parte da jornada urbana” diz uma CEO do Voom.

Mas nem tudo são flores. Em dias de tempestade, os aparelhos não voam, muitas pessoas não podem pagar esse preço e alguns se perguntam se as companhias conseguiriam lucrar com taxas reduzidas. Mas por enquanto, um valor acessível leva Gustavo ao aeroporto em nove minutos, bem a tempo para o próximo voo. Um verdadeiro  sonho para muitos que demoram bem mais do que isso pra chegar a seus destinos.
AFP 

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