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Mulher que fingiu ser homem para fazer sexo com amiga é presa

O juiz do primeiro julgamento a descreveu como "uma mulher mentirosa, intrigante e muito determinada"

19:04 | 20/07/2017
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Uma mulher que enganou a amiga fingindo ser homem com o objetivo de fazer sexo com ela foi condenada a seis anos e seis meses de prisão após novo julgamento.

A jovem já havia sido condenada em setembro de 2015, mas foi solta após uma apelação. No novo julgamento, o júri decretou Gayle Newland culpada em três acusações de agressão sexual com penetração. O julgamento aconteceu no mês passado em Manchester, Reino Unido. A decisão, no entanto, foi aprovada nesta quinta-feira, 20.

Gayle Newland, 27, ficou amiga da vítima no Facebook, em 2011, sob nome masculino de Kye Fortune no perfil. As duas passaram a se comunicar por telefone e Newland continuou fingindo ser homem.

Em 2013, concordaram em se encontrar. Newland insistiu que a amiga vendasse os olhos para o encontro. ctirou a venda e viu que Newland usava uma prótese de pênis.

Newland argumentou que a vítima sempre soube que ela fingia ser um homem e faziam jogos para explorar sua sexualidade. Ela também negou que forçou o uso de vendas ou qualquer outro acessório para esconder o rosto.

O juiz do primeiro julgamento a descreveu como "uma mulher mentirosa, intrigante e muito determinada". "A senhora manteve esta linha de conduta durante um longo período de tempo no qual brincou com sentimentos, agindo unicamente para a sua própria satisfação sexual sem levar em conta o impacto devastador que a descoberta da verdade traria a vítima", disse o juiz.

No período do primeiro julgamento até agora, Newland recebe ajuda profissional para lidar com "dificuldades de longa data e significativas" com sua sexualidade e o sexo, disse o advogado da acusada Nigel Powers no novo julgamento.

Um psiquiatra disse que a mulher sofre transtorno de identidade de gênero, uma condição onde a pessoa experimenta desconforto ou angústia por separação entre o sexo biológico e a identidade de gênero.

A sentença desta quinta-feira, 20 condenou Newland a seis anos de prisão por agressão sexual e seis meses por fraude. Ela criou dez identidades falsas para receber pagamentos na época em que ela trabalhava em uma agência de marketing, em 2015, época em que ainda aguardava o primeiro julgamento.

 

Redação O POVO Online

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