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Denúncia contra Temer repercute nos portais de notícias do mundo

12:45 | 18/05/2017
Capa da seção Mundo do portal de notícias britânico BBC com a reportagem sobre a última denúncia contra Temer
Capa da seção Mundo do portal de notícias britânico BBC com a reportagem sobre a última denúncia contra Temer
[FOTO1]Após as denúncias contra o presidente Michel Temer - baseadas na delação do dono da JBS, Joesley Batista, divulgada na noite desta quarta-feira, 17 - vários jornais do mundo repercutiram a notícia.
 
The New York Times (Estados Unidos), The Guardian (Reino Unido), Le Monde (França), Deutsche Welle (Alemanha), El País (Espanha), Público (Portugal), ao publicarem a notícia, contextualizam seus leitores sobre os últimos acontecimentos na Política do Brasil. Segue abaixo trechos da cobertura ao redor do mundo.
 
The Wall Street Journal (Estados Unidos): "A notícia ameaça desencadear uma nova crise política, depois de pouco mais de um ano de Temer se empossar no cargo de presidente do País."
 
[FOTO2]The New York Times (Estados Unidos): "As alegações não puderam ser imediatamente confirmadas. Temer emitiu uma declaração na noite de quarta-feira negando. Mas, mesmo depois de anos de acusações extraordinárias, e prisões nos escândalos de corrupção no Brasil, a notícia chocou o País."
 
BBC (Reino Unido): "Independente do resultado, isso é uma situação que virará o jogo - a primeira vez que Temer foi diretamente implicado em um grande inquérito de corrupção conhecido como Lava Jato. O efeito será ainda mais incriminatório se o áudio da gravação for liberado ao público."
 
The Guardian (Reino Unido): "Nenhum dos maiores partidos parecem preparados para emergir sem arranhões das acusações da JBS. Guido Mantega, Ministro da Fazenda no último governo do Partido dos Trabalhadores, também foi acusado de aceitar dinheiro em troca de fazer lobby em favor da JBS com o Banco Nacional do Desenvolvimento."
 
[FOTO3]Le Monde (França): "Esse novo episódio da Lava Jato, que se arrasta desde 2014, ameaça deixar o Brasil em um novo caos político-econômico. O País estava saindo da recessão histórica, mas pode voltar a sofrer, pois o mercado financeiro estava esperando pelas reformas prometidas por Michel Temer."
 
Deutsche Welle (Alemanha): "O novo escândalo pode minar ainda mais o apoio no Congresso por reformas de austeridade".
 
Ansa (Itália): "Apesar dos pedidos de impeachment, muitos parlamentares defendem que Temer opte pela renúncia, que é mais rápida que todo o processo de afastamento via Congresso. Outra opção seria acelerar o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do processo da chapa Dilma-Temer, marcado para 6 de junho. Com impeachment ou renúncia, caso Temer saia do poder, são realizadas eleições indiretas para a Presidência. O novo mandatário seria escolhido pelo Congresso, ideia à qual muitos brasileiros já se manifestam contrariamente."
 
[FOTO4]El País (Espanha): "Ele assumiu as funções da presidência faz pouco mais de um ano. Desde então, não conseguiu despertar no eleitorado praticamente nenhuma simpatia que lhe garantisse estabilidade no posto. Sua aposta para a austeridade, com o que espera tirar o país da pior recessão que já viu em décadas, o fez ganhar duas greves gerais e múltiplas manifestações. Seu governo está envolvido em uma torrente de escândalos de corrupção que vem diminuindo sua popularidade."
 
Público (Portugal): "Esta delação premiada da JBS foi negociada em tempo recorde, se se comparar com os dez meses de negociação no caso da Odebrecht e com o grupo de engenharia civil OAS. No caso de Batista, as conversas começaram em Abril e, no início de Maio, as negociações já tinham terminado, dando-se início às denúncias agora noticiadas. Para isso, contribuíram as gravações, valiosíssimas do ponto de vista jurídico, feitas pelo dono da empresa, e pelo fato de a JBS ter sido responsável por um histórico de subornos distribuídos por todo o espectro político brasileiro, ao longo da última década."
 
[FOTO5]Diário de Notícias (Portugal): "As consequências destes áudios e vídeos, segundo as primeiras análises da imprensa, podem ser a demissão de Temer e a precipitação de eleições. Mas, como estamos a menos de dois anos da data marcada para a realização do próximo sufrágio, marcado para outubro de 2018, a eleição teria de ser feita, segundo a constituição brasileira, pelos congressistas, na sua maioria apoiadores do governo de Temer."
 
Al Jazeera (Oriente Médio): "Beth Sahao, uma deputada estadual de São Paulo do Partido dos Trabalhadores, disse que a notícia confirmou o que oponentes estavam esperando: 'Evidência concreta de corrupção no governo Temer, mas especialmente da pessoa do presidente Temer".
 
 
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