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Seleção feminina promete início ofensivo para bater a Suécia na semi do futebol

05:20 | 16/08/2016

Um gol logo nos 15 minutos iniciais é a primeira pretensão do treinador Osvaldo Alvarez, o Vadão, e das jogadoras da seleção brasileira de futebol feminino na partida desta terça-feira contra a Suécia, pela semifinal da Olimpíada do Rio. O jogo começará às 13 horas, no estádio do Maracanã, no Rio. Se vencer, o Brasil disputará a finalíssima na sexta contra o vencedor de Canadá x Alemanha. Recuperada da lesão muscular que a afastou dos dois últimos confrontos, a artilheira Cristiane treinou nesta segunda e deverá ser escalada.

A segunda pretensão é, marcado o gol inaugural, aproveitar os espaços que a Suécia deverá deixar na defesa, já que a seleção adversária terá de avançar em busca do empate. A terceira, fazer mais gols e fechar o placar sem a necessidade de prorrogação e pênaltis, desgastantes para quem terá de disputar uma final de Jogos Olímpicos três dias depois.

Nas quatro partidas até agora na competição, o Brasil partiu para cima dos adversários em seguida ao apito do árbitro. Mas o gol nunca saiu no início. O mais perto disso aconteceu na goleada de 5 a 1 justamente sobre a seleção sueca, na fase preliminar. Beatriz abriu a porteira da defesa inimiga aos 20 minutos do primeiro tempo.

O Brasil estreou contra a China - venceu por 3 a 0. Depois, goleou a Suécia. Já classificada, a seleção disputou a terceira partida da primeira fase com time quase reserva, contra a África do Sul, empatando sem gols. A estreia no mata-mata foi dramática. Brasil e Austrália ficaram no 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. Decidiram nos pênaltis. Brilhou a goleira Bárbara Micheline, que defendeu duas cobranças de maneira espetacular. Marta foi a única brasileira que perdeu a cobrança.

Se vier, o inédito ouro olímpico representará o auge das carreiras de jogadores de sucesso no esporte, como a craque Marta, a centroavante Cristiane - maior artilheira brasileira de Jogos Olímpicos, considerando homens e mulheres, com 14 gols em 18 partidas - e a meia Formiga, que disputa, aos 38 anos, a sexta Olimpíada consecutiva da carreira.

A todas elas, participantes ativas das campanhas olímpicas anteriores - Marta e Cristiane disputam os Jogos pela quarta vez -, falta a medalha de ouro. Em Atenas-2004 e Pequim-2008, derrotado na final, o Brasil ficou com a prata. Em Londres-2012, a seleção sequer chegou a disputar medalha, pois foi eliminada antes das semifinais.

A medalha também coroará a carreira do treinador Vadão, que, prestes a completar 60 anos, tem a possibilidade de entrar para a história do futebol brasileiro. Ele se notabilizou por dirigir equipes do interior paulista. Teve passagens por Corinthians e São Paulo em 2000 e 2001. Também comandou times como Criciúma, Vitória, Atlético Paranaense e Goiás. Antes de assumir a seleção, em 2014, trabalhava na Ponte Preta.

Para o treinador, a conquista olímpica poderá ser a oportunidade de o Brasil dar início a um processo de resgate do esporte, já que não há nem competições nem equipes fortes no futebol feminino nacional. Nesta segunda-feira, o técnico insistiu no tema. Em entrevista coletiva, reclamou novamente da falta de investimento na formação de base no Brasil.

Segundo Vadão, �as meninas não têm onde jogar� aos 14, 15 anos, idade em que, no exterior, as adolescentes começam a ingressar no esporte. �Nossa esperança é que a gente traga motivação para que as pessoas ajudem a desenvolver a modalidade, tão carente�, disse o técnico, para quem atuar nesta terça-feira no Maracanã �nos deixa ainda mais motivados�.

Vadão afirmou que o estádio carioca �faz parte da cultura mundial�. Para ele, o apoio do torcedor, que deverá lotar o Maracanã, terá papel fundamental na tática de pressão. Foi assim nos jogos anteriores.

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