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Polícia tailandesa contradiz exército em detenção de suspeitos de atentados

A polícia tailandesa contradisse nesta sexta-feira o exército, que havia anunciado na véspera a detenção de 15 suspeitos no âmbito da investigação pela recente rede de atentados em várias localidades turísticas do país

06:52 | 19/08/2016
"Estas pessoas criaram um movimento ilegal com intenções políticas (...) mas não há provas que as vinculem aos atentados", declarou à imprensa Chayaphol Chatchaidej, policial de alto escalão.
Desde o golpe de Estado de 2014, os militares atribuíram a si mesmos muitas competências, como o direito de deter em sigilo suspeitos durante sete dias, mas, ao término deste prazo, devem entregá-los à polícia.
Assim, na manhã desta sexta-feira os 15 suspeitos foram transferidos à polícia, constatou a AFP.
A polícia anunciou, contrariando o que os militares afirmavam, que os detidos podem ser acusados apenas de pertencer a uma "sociedade secreta ilegal" e de não respeitar a proibição de organizar reuniões políticas.
Este anúncio coloca um pouco mais em evidência as tensões entre a polícia e os militares no poder.
Nos dias 11 e 12 de agosto onze bombas explodiram no sul da Tailândia, especialmente em enclaves turísticos, matando 4 pessoas e ferindo outras 10. Até o momento não foram divulgados detalhes da investigação e ninguém reivindicou os ataques.
Os investigadores apontaram a pista de uma "sabotagem local" e excluíram que se tratasse de um ataque terrorista internacional.
AFP
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