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Mesmo com melhor desempenho na história dos Jogos, Brasil não atinge meta do COB

20:50 | 21/08/2016

O Brasil teve no Rio-2016 a sua melhor participação na história dos Jogos Olímpicos, mas não atingiu a meta estipulada pelo COB (Comitê Olímpico do Brasil). Com sete medalhas de ouro, seis de prata e seis de bronze, o Time Brasil subiu ao pódio 19 vezes. O objetivo da entidade era que o País conquistasse 27 ou 28 medalhas e terminasse a Olimpíada entre os 10 mais bem colocados no número total de pódios.

Com oito medalhas a menos do que o previsto, o Brasil não conseguiu ficar no Top 10 nem pelo critério do total de medalhas nem pelo ranking qualitativo (número de ouros) - ficou em 13.º lugar nos dois. Com mais três medalhas, por exemplo, o País empataria com o Canadá, que foi o 10.º colocado pelo total de medalhas.

O crescimento em relação aos Jogos de Londres, em 2012, foi pequeno. Mesmo com o apoio da torcida e aumento nos investimentos, o Brasil conquistou somente duas medalhas a mais do que na Inglaterra, há quatro anos.

Para os Jogos do Rio, o Brasil teve a maior delegação de sua história, com 465 atletas. Foi feito um planejamento especial, justamente para uma edição olímpica em casa, e, por isso, a projeção do COB era que o Brasil pudesse ficar no Top 10.

Mas foram muitas as decepções que fizeram o Brasil não alcançar a meta do COB. A equipe de natação, por exemplo, não subiu nenhuma vez no pódio, sendo que o objetivo era conquistar quatro medalhas. Até o vôlei, com três pódios (dois ouros e uma prata), ficou aquém do esperado. A expectativa era de seis pódios, somando as equipes de quadra e praia.

Nem mesmo as modalidades consideradas �surpresas� contribuíram para que o Brasil tivesse um desempenho melhor no Rio. O COB esperava que levantamento de peso e tiro com arco pudessem subir ao pódio, mas não foi isso que aconteceu. A única �surpresa� foi o bronze conquistado no último sábado por Maicon Andrade no tae kwon do.

DE OLHO NO FUTURO - Na vela, o Brasil conquistou apenas uma medalha, de ouro, mas chegou a sete medal races. Para o presidente da Confederação Brasileira de Vela, Marco Aurélio Ribeiro, a equipe mostrou que tem boas perspectivas de futuro para uma modalidade que sempre ganha medalhas para o País. �A vela entrou com uma equipe renovada na Olimpíada, tanto com a Martine e Kahena, como com o Jorge Zarif, que foi quarto lugar. Pela idade que eles têm, irão a mais duas Olimpíadas�, comentou.

O dirigente, inclusive, não descarta um retorno de Robert Scheidt para os Jogos de Tóquio, em 2020, apesar de o velejador já ter anunciado a sua aposentadoria olímpica. �Primeiro que ainda tenho esperança de ele não se aposentar. Temos duas jovens ganhando medalha de ouro, o Zarif muito decepcionado com o quarto lugar, o que é bom. O inconformismo pode ajudar a chegar a Tóquio bem".

A renovação de atletas de ponta na vela sempre preocupou a confederação. Agora, o dirigente acredita que pelos próximos 12 anos o Brasil conta atletas que poderão brigar por medalhas. �Nas classes onde não tivemos uma performance muito boa vamos fazer um trabalho de renovação, com jovens�.

Outro carro-chefe de medalhas para o Brasil, o judô conquistou três medalhas, número inferior a Londres. A CBJ (Confederação Brasileira de Judô) se mostrou incomodada por não ter garantido mais pódios. �A equipe se preparou melhor que o resultado e o desempenho que tivemos. Por outro lado, teve uma diluição de medalhas. Nunca tiveram 26 países conquistando medalhas�, comentou Ney Wilson, gestor de alto rendimento da entidade.

Já na canoagem velocidade, com a ajuda de Isaquias Queiroz, o Brasil conquistou três pódios, todos com o garoto. O feito se deve principalmente ao trabalho do técnico espanhol Jesus Morlán, que ainda vai discutir com o COB a sua permanência no País como treinador.

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