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Andreia Bandeira tenta garantir ao menos bronze no boxe feminino do Rio-2016

06:30 | 17/08/2016

Depois de Robson Conceição garantir a única medalha do boxe masculino no Rio-2016, nesta quarta-feira é a vez de Andreia Bandeira tentar ser a segunda boxeadora mulher do País a alcançar o pódio em Jogos Olímpicos. Ela sobe ao ringue às 15 horas, novamente no Pavilhão 6 do Riocentro, contra Qian Li, da China, pelas quartas de final da categoria até 75 kg. Se vencer, chega à semifinal e garante ao menos uma medalha de bronze. Até aqui, só fez uma luta, contra a panamenha Atheyna Bylon, a quem venceu por uma discutível decisão dividida dos jurados.

�Quero fazer minha história, meu nome, na minha casa. Para o boxe e para mim vai ser muito importante. Essa medalha seria muito importante para o Brasil e para o boxe em geral�, apostou Andreia Bandeira, boxeadora de 29 anos que teve dificuldades para se classificar à Olimpíada. A principal candidata a representar o País na categoria era Flávia Figueiredo, que sofreu uma fratura na mão às vésperas do Pré-Olímpico das Américas.

Andreia Bandeira ficou com a vaga, mas caiu na segunda rodada da competição. Depois, repetiu o resultado no Mundial, também classificatório, e só chegou ao Rio-2016 porque a norte-americana Clarissa Shields venceu o Mundial e abriu mais uma vaga para as Américas. Durante o processo de classificação, só ganhou duas lutas, uma delas exatamente diante de Bylon.

Criada no Jardim �ngela, bairro humilde da zona sul de São Paulo, Andreia Bandeira está no boxe desde os 15 anos e há pelo menos sete faz parte da seleção permanente.

A lutadora esteve em quatro Mundiais, de 2010 a 2016, mas nunca se destacou. Agora, busca repetir o feito de Adriana Araújo, que também precisou apenas de duas vitórias para conseguir a medalha de bronze entre as atletas de até 60 kg nos Jogos de Londres, em 2012. Nos Jogos do Rio, a baiana perdeu na estreia para a finlandesa Mira Potkonen.

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