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Após denunciar agressão na Argentina, estudante cearense vai passar por cirurgia

Rebeca Alves, de 18 anos, foi morar em Buenos Aires com o marido, em fevereiro deste ano, para estudar Medicina. De acordo com ela, as agressões eram recorrentes

17:00 | 04/07/2016
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Atualizada às 21h13min
Um mês após denunciar agressão sofrida pelo marido, a estudante cearense Rebeca Alves, de 18 anos, está enfrentando problemas na Argentina. O episódio ocorreu na noite do último dia 2 de junho. Às 8 horas do dia seguinte, o suposto agressor já havia retornado ao Brasil.

Rebeca conta que, na última quarta-feira, 29 de junho, foi informada pela equipe médica que a acompanha de que precisaria realizar uma cirurgia de correção dos ossos, que foram quebrados na região de trás do globo ocular direito. "Quando recebi a notícia, só queria voltar para casa, para minha família", diz. 

Por recomendação médica, ela não poderá voar durante tempo indeterminado. Segundo os médicos, a pressão do voo pode prejudicar seu estado de saúde. Outro problema é que no Brasil, a família de Rebeca não conseguiria pagar pela cirurgia, enquanto, na Argentina, ela recebe acompanhamento médico gratuito. Rebeca diz que gastou "cerca de mil pesos" só com medicação. O valor gira em torno de R$ 213,24.

O diagnóstico aponta que a fratura resultou em um espaço de 0,85 mm na órbita do olho até o nariz. Quando ela espirra, o nariz sangra e o olho incha. "Achamos que ia ficar tudo bem, que eu ia me recuperar e que calcificaria sozinho", conta. A jovem explica ainda que "irmãs da igreja" devem se revezar no acompanhamento cirúrgico, já que sua família está no Brasil. 

A estudante afirma que perdeu o semestre na Universidade de Buenos Aires (UBA), onde diz que cursa Medicina, e terá que recomeçar o curso em agosto. Após o esposo sair da Argentina, ela se mudou para uma pensão de estudantes. Sem dinheiro para pagar advogados civil e penal, que, conta, teriam cobrado um total de R$ 15 mil para iniciar o processo, ela acompanha o caso uma vez por semana no Julgado Nacional de Primeira Instância Nº 26, na Capital. No Brasil, a família tenta divórcio por meio da Defensoria Pública.

Suposto agressor

Familiares de Jarbas Henrique, esposo de Rebeca, afirmaram à família da vítima que estão abrindo ação de divórcio com litígio, quando não existe acordo. Rebeca diz que a família dele fala em "pedir pensão". No entanto, o advogado de Jarbas, Renato Maia, nega o interesse da família de Jarbas em pedir pensão.
 
Ele contou ao O POVO Online que entrou em contato com a família da estudante para chegar a um acordo, mas eles recusaram e como resposta só obteve "xingamentos". Renato Maia afirmou ainda que Rebeca Alves não cursa Medicina e por isso não perdeu semestre, como a estudante afirmou ao O POVO Online. O advogada disse que ela faz um cursinho para tentar entrar na faculdade.
 
O advogado de Jarbas disse também que o caso tomou "rumos já esperados pela defesa" e sustenta que "factóides não são suficientes para consubstanciar uma condenação".
 
Leia a nota na íntegra:

"A história entre Jarbas e Rebeca tem tomado rumos já esperados pela defesa de Jarbas. 
 
Na medida em que o tempo passa, a verdade vem à tona e as inconsistências da versão dela, por conta de todas as inverdades criadas, tem se tornado públicas. 
 
O ônus da prova é de quem acusa e em um processo criminal, diferentemente do que ocorre no dia a dia de irresponsáveis “posts” em redes sociais, factoides não são suficientes para consubstanciar uma condenação. Pessoas que tiveram contato apenas com a versão fantasiosa da estória, compartilham o ódio sem qualquer compromisso com a verdade e sem saber o prejuízo que causam aos envolvidos.
 
Enquanto uma parte utiliza-se das redes sociais para acusar a outra de agressão sem provas concretas para sustentar o que é dito, acaba cometendo crimes que atingem a honra e imagem dos envolvidos. Enquanto uma parte se vale de mentiras para tentar convencer a sociedade que os cerca de algo que não aconteceu, deixa para trás rastros que comprovam as ilegalidades das acusações.
 
Jarbas tentou contato, tanto com a própria Rebeca, quanto com seus familiares, mas apenas ouviu impropérios que buscavam fomentar ainda mais o litígio. Não houve diálogo, nem mesmo para tratar de um possível acordo para pôr fim a qualquer vínculo legal e moral que exista entre as partes.
 
A verdade – cedo ou tarde – será desnudada diante de todos. Mas não será “compartilhada” ou “curtida”, terá selo de autenticação, publicação do Diário Oficial, assinatura de um Magistrado e condenação por danos morais". 
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