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Participação no referendo pode ter ficado abaixo do necessário na Holanda

17:20 | 06/04/2016
Embora a maioria dos holandeses que votaram no referendo sobre o acordo comercial entre a União Europeia e a Holanda tenha rejeitado a proposta, ainda é incerto se o resultado será válido.

Dados iniciais da pesquisa de boca de urna feita pela rede de TV NOS mostram uma taxa de participação de 32% dos eleitores. O resultado preliminar coloca em risco o referendo, uma vez que é necessária a participação de ao menos 30% dos eleitores para validá-lo. A margem de erro da pesquisa é de três pontos porcentuais para cima ou para baixo.

O pacto com a Ucrânia retira tarifas de exportação entre Kiev e o bloco e deu um impulso para a frágil economia ucraniana, após o comércio desta com a Rússia sofrer forte queda, em meio ao conflito na região leste ucraniana.

Apesar da incerteza quanto à validade da votação, o seu resultado já é claro: 64% dos que votaram se colocaram contra o acordo comercial, uma medida que reflete uma insatisfação mais ampla com a UE. O Parlamento prometeu respeitar o resultado.

"Parece que quase dois terços votaram contra", disse Thierry Baudet, um dos organizadores da campanha pelo "não". "Este é um grande resultado", disse à NOS. "Estou bastante orgulhoso de que muitos holandeses votaram contra a ideologia da União Europeia hoje."

A votação na Holanda é a primeira no âmbito de uma nova lei do país que permite que os cidadãos convoquem uma consulta sem caráter vinculante sobre algumas leis e tratados já aprovados no Parlamento. A iniciativa foi impulsionada por uma petição online, lançada por ativistas céticos ante a UE e que defendem que os eleitores tenham mais peso nas decisões do bloco.

O resultado do referendo pode ter implicações mais profundas no continente. No início do ano, o presidente da Comissão Europeia, o braço executivo da UE, afirmou que uma escolha pelo "não" pode "abrir a porta para uma grande crise continental."

Analistas acreditam que o referendo possa gerar uma onda de sentimento contrário ao bloco europeu, o que pode afetar a votação da consulta popular sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, que acontece em junho. Fonte: Associated Press.

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