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China critica declaração do G7 sobre ocupação de território marítimo em disputa

16:50 | 12/04/2016
A China criticou fortemente uma declaração de chanceleres do G7 sobre as atividades de construção feitas pelo país em áreas disputadas no Mar do Sul da China.

Pelo segundo dia consecutivo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lu Kang, defendeu a reivindicação de terras exercida pela China no arquipélago Spratly e acusou o G7 de fugir da sua missão de defender a economia global.

"Dada a lenta recuperação global no momento, o G7 deveria focar na administração da economia mundial e na cooperação, em vez de exagerar nas questões marítimas e alimentar as tensões na região", escreveu Lu, em uma declaração publicada no site do ministério chinês. "A China está fortemente insatisfeita com as importantes ações tomadas pelo G7."

O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha confirmou em declaração que um representante da embaixada do país em Pequim foi "solicitado" na chancelaria chinesa para discutir a declaração do G7.

"O representante da embaixada da Alemanha deixou claro na conversa que o país se posicionou na declaração do G7 sobre a segurança marítima, e explicou nossa posição mais uma vez", informou o ministério alemão.

Na segunda-feira, os ministros do G7 emitiram sua própria declaração, expressando forte oposição para qualquer "intimidação, coerção ou provocação de ações unilaterais que poderiam alterar o status quo e aumentar tensões".

A declaração, que não mencionou a China diretamente, também expressou preocupação sobre a situação no Mar do Leste da China, onde o Japão e a China reivindicam uma série de ilhas desabitadas. Fonte: Associated Press.

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