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Scott Kelly e Kornienko voltam à Terra após 340 dias no espaço

Os dois dedicaram sua missão na Estação Espacial Internacional a preparar futuras missões habitadas a Marte

06:56 | 02/03/2016
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O astronauta americano Scott Kelly e seu companheiro russo Mikhail Kornienko voltaram à Terra nesta quarta-feira, 2, após permanecer quase um ano em órbita na Estação Espacial Internacional (ISS).

Kelly e Kornienko, que dedicaram sua missão na ISS a preparar futuras missões habitadas a Marte, pousaram nas estepes do Cazaquistão às 04H27 GMT (01H27 Brasília), anunciaram o centro de controle russo e a Nasa.

Os dois haviam embarcado em uma nave russa Soyuz, depois da cerimônia de despedida, às 18h40min (horário de Brasília). Por volta das 22 horas (Brasília), a nave começou a se afastar da ISS rumo à Terra.

A Soyuz acionou seus motores por volta da meia-noite para frear o curso e sair da órbita terrestre antes de iniciar a queda de 53 minutos na direção da Terra.

Graças a sua estada na ISS, Scott Kelly bateu dois recordes americanos: o do voo espacial mais longo e o de mais tempo de permanência acumulada no espaço, com 540 dias.

"Fisicamente, eu me sinto muito bem", disse Kelly à imprensa por meio de uma videoconferência.

"Poderia ficar mais 100 dias... poderia ficar mais um ano, caso fosse preciso", afirmou.

O recorde mundial da estadia espacial é do russo Valeri Poliakov entre 1994 e 1995, ao passar 437 dias a bordo da estação espacial MIR. O recorde mundial de tempo acumulado em órbita também foi de um russo, Gennady Padalka. No total, ele permaneceu 879 dias no espaço.

Na microgravidade, as gotas de água que flutuam no ar e em contato com o corpo se colam firmemente à pele, o que torna muito difícil tomar um banho. Os astronautas fazem seu asseio com esponjas molhadas.

Kelly disse que "a primeira coisa" que vai fazer ao chegar em casa, em Houston, no Texas, será pular na piscina.

Durante a longa permanência na estação, os dois homens foram submetidos a exames médicos regulares, bem como a uma bateria de testes e análises para estudar os efeitos a longo prazo da microgravidade sobre o corpo humano.

AFP

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