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Oficina de "desprincesamento" ensina autonomia a garotas no Chile

Na última etapa da oficina, as participantes aprendem técnicas de autodefesa

14:46 | 19/03/2016
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Para acabar com o mito de que todas as meninas e garotas são frágeis e querem ser princesas, uma Oficina de ‘Desprincesamento’ em Iquique, no Chile, realizada em fevereiro deste ano, ensinou meninas e garotas de 5 a 15 anos a desconstruir o mito de amor romântico e aprender técnicas de autodefesa.
 
A intenção do projeto é ensinar às meninas e mulheres que elas não precisam seguir um padrão imposto pelas princesas da Disney, que sempre são salvas por um príncipe encantado.
 
A iniciativa é da Oficina de Proteção dos Direitos da Infância (OPD) da cidade de Iquique, e é apoiada pelo Serviço Nacional de Menores. A oficina tem como objetivo de ensinar às meninas que elas podem ser mais que “princesinhas”.
 
As palestras ministradas durante os seis encontros da oficina são relacionadas a assuntos inerentes ao universo feminino, além de uma discussão sobre a questão de gênero e os padrões de beleza impostos pela sociedade. Na última etapa da oficina, as participantes aprendem técnicas de autodefesa.
 
Segundo as psicólogas Lorena Cataldo e Jendery Jaldin, que participam do projeto, as ações buscam acabar com preconceitos associados ao gênero feminino, fortalecer o emponderamento das garotas e acabar com a ilusão de que mulheres precisam sempre de um homem para completá-las. 
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Segundo as psicólogas, o projeto trata a ideia de amor romântico como algo que pode existir, mas deixa claro que não é um amor eterno e que nem deve ser tratado como a única fonte de felicidade para as meninas.
 
A inspiração para a oficina de ‘desprincesamento’ veio de um projeto dirigido a mulheres adultas na Espanha, o Faktoria Lila, segundo afirma o Coordenador da OPD de Iquique, Yuri Bustamante.
 
Segundo Serviço Nacional de Menores,  após o terremoto que aconteceu no Chile em 2014, famílias ficaram desalojadas e precisaram ficar em acampamento provisórios, nesses locais o índice de vulnerabilidade abuso sexual de meninas cresceu assustadoramente, a para mudar a realidade cruel dessas meninas, ações como as da oficina se legitimaram. 
 
A última oficina aconteceu em fevereiro deste ano e teve a participação de 20 garotas. A previsão é que mais oficinas aconteçam pelas cidades próximas.


Redação O POVO Online
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