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Irã defende testes com mísseis balísticos e não explica frase contra Israel

12:00 | 14/03/2016
O ministro de Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, defendeu nesta segunda-feira o direito de seu país de realizar testes com mísseis balísticos após um teste na semana passada, mas não deu nenhuma explicação para as mensagens que estavam estampadas nos mísseis dizendo que Israel deve ser destruído, segundo informou a agência de notícias Fars anteriormente.

Falando em Wellington, capital da Nova Zelândia, Zarif disse que o Irã tem reservado o direito de se defender.

"Qualquer um que seja louco o suficiente para nos atacar, vamos atacar de volta usando armas convencionais", disse Zarif. "Esperamos que estas armas convencionais nunca sejam usadas porque nós acreditamos que em uma guerra, todo mundo perde", acrescentou.

O teste realizado na última quarta-feira com mísseis balísticos foi destinado a demonstrar que o Irã vai seguir adiante com seu programa balístico, mesmo após o acordo nuclear feito com os EUA e outras potências mundiais no ano passado.

Zarif disse que ainda não havia retornado ao Irã para verificar os relatos sobre as frases estampadas nos mísseis. Quando pressionado sobre o assunto, ele disse que era o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu e o presidente dos EUA, Barack Obama, que estavam agindo de forma agressiva.

"Peço para perguntar para Netanyahu por que ele está ameaçando usar sua força contra o Irã todos os dias. Vá perguntar a Obama por que ele está ameaçando usar a força contra o Irã todos os dias", disse Zarif. "Por que eles estão dizendo que todas as opções estão sobre a mesa?"

Num outro desenvolvimento, Zarif descartou que seu país aceite o involuntário retorno de iranianos deportados da Austrália, esmagando as esperanças australianas de firmar um acordo bilateral que pode enviar milhares de requerentes de asilo recusados de volta à sua terra natal.

Fonte: Associated Press.

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