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ONU pede a liberação de aborto nos países latino-americanos

A recomendação, anunciada em Genebra, ocorreu devido à forte associação da epidemia com os casos de microcefalia

13:55 | 05/02/2016
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O Alto Comissariado das Organização das Nações Unidos (ONU) pediu, nesta sexta-feira, 5, aos Direitos Humanos a liberação de contraceptivos e do aborto em países com altas taxas de infecção zika vírus, como o Brasil. A recomendação, anunciada em Genebra, ocorreu devido à associação da epidemia com os casos de microcefalia.
 
De acordo com alto comissário Zeid Rad’ad Al-Hussien, a medida é de caráter urgente, principalmente para os países da América Latina. “As leis que restringem o acesso a esses serviços sejam revistas em adequação com as obrigações dos direitos humanos, a fim de garantir o direito à saúde para todos”, ressaltou Zeid.
 
[SAIBAMAIS3] 
 
Cecile Pouilly, porta-voz da instituição, por sua vez, criticou a incoerência dos Estados, que recomendam às mulheres a não engravidar no momento, mas ao mesmo tempo não oferecem aos meios contraceptivos.  O alto comissário Zeid reforçou o questionamento de Cecile ao afirmar que o governo não entende que muitas mulheres não podem exercer o controle em quais circunstâncias devem engravidar, principalmente em países com altas taxas de violência sexual. 
 
Zeid Al-Hussien reconhece, também, a dificuldade dos países da América Latina em enfrentar a propagação do zika, em função da presença do mosquito transmissor Aedes aegypti e das condições climáticas que favorecem a proliferação.
 
Zika na saliva e urina
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) acaba de divulgar, em coletiva realizada no Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira, 5, que constatou a presença de vírus zika, com potencial de provocar infecção, em amostras de saliva e de urina. Segundo a entidade, agora, essas novas formas de transmissão serão mais estudadas.
Redação O POVO Online 

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