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EUA e mais 11 países assinam acordo Transpacífico

11:05 | 04/02/2016
Representantes de Comércio Exterior dos 12 países assinaram o acordo em AucklandPara entrar em vigor, maior tratado de livre-comércio da história precisa ser ratificado por parlamentos. Analistas veem pacto como resposta ao crescente poder econômico e influência da China na região. Os EUA e mais 11 países assinaram nesta quinta-feira (04/02) o Acordo de Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), o maior acordo de livre-comércio da história. O pacto, que vai englobar cerca de 40% da economia mundial e 800 milhões de pessoas, precisa ser ratificado pelos parlamentos dos 12 países para entrar em vigor. A nova parceria que envolve EUA, Austrália, Canadá, Brunei, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura e Vietnã não inclui, de forma intencional, a China. Analistas afirmam que o pacto é uma tentativa de conter o crescente poder econômico e influência de Pequim na região. "A parceria permite que os EUA e não países como a China escrevam as regras da estrada do século 21", afirmou o presidente americano, Barack Obama, em comunicado, após a assinatura do acordo em Auckland, na Nova Zelândia. Apesar dos comentários de Obama, os EUA também procuraram minimizar qualquer retórica anti-China. O representante americano de Comércio Exterior americano, Michael Froman, disse que o acordo "não está voltado contra um país em particular, mas rumo ao estabelecimento de padrões mais altos para a região". "É importante ter uma relação econômica construtiva" com a China, afirmou. Pequim não comentou o acordo, mas disse que seus funcionários estudam o documento, que tem 6 mil páginas e que somente foi divulgado após a finalização das negociações. O Ministério do Comércio chinês afirmou que o país "participaria ativamente e facilitaria acordos de livre-comércio altamente transparentes, abertos e inclusivos na região". Enquanto os 12 ministros de Comércio Exterior apertavam suas mãos em Auckland, milhares de manifestantes bloqueavam ruas para protestar contra o pacto. Eles afirmam que o TPP vai custar empregos e gerar impacto sobre a soberania dos países da região da Ásia-Pacífico. O economista americano e ganhador do Prêmio Nobel Joseph Stiglitz acredita que o tratado "pode vir a ser o pior acordo comercial em décadas". "Em 2016, deveríamos esperar pela derrota do TPP e o início de uma nova era de acordos comerciais que não recompensem os poderosos e punam os fracos", escreveu recentemente no jornal britânico The Guardian. FC/afp/efe/ap/lusa
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