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Embaixador dos EUA em Israel critica política de assentamentos do governo

23:00 | 18/01/2016
O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Daniel Shapiro, criticou as políticas de assentamentos do país na Cisjordânia em uma conferência de segurança de alto nível nesta segunda-feira: una rara reprovação do maior aliado dos israelenses, que resultou em uma resposta raivosa do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

Shapiro disse que Washington estava "preocupado e perplexo" com a estratégia de Israel de construir assentamentos na Cisjordânia. Ele disse que a contínua expansão de assentamentos levanta dúvidas sobre as intenções do país e seu comprometimento em estabelecer um Estado Palestino independente. Shapiro acrescentou que Israel também legalizou alguns postos na Cisjordânia apesar dos pedidos dos EUA para que não fizesse.

O embaixador americano ainda disse que Israel restringe o desenvolvimento econômico da Palestina e da Cisjordânia, e lamentou o que chama de resposta inadequada à violência dos assentados.

Na Cisjordânia, israelenses estão sujeitos à lei civil de Israel, enquanto os palestinos são governados pela lei militar israelense, que oferece menos proteções legais. Palestinos e grupos de direitos humanos afirmam que israelenses suspeitos na violência contra os palestinos são raramente levados à justiça, enquanto os agressores palestinos são rapidamente presos ou mortos.

As críticas de Shapiro provocaram uma resposta concisa de Netanyahu, que disse que foram inapropriadas em tempos de violência intensificada com os palestinos.

No domingo, uma mulher israelenses foi esfaqueada até a morte por um agressor palestino em sua casa, em um assentamento na Cisjordânia. Hoje, outra mulher foi esfaqueada e gravemente ferida em um outro assentamento.

"Os comentários do embaixador, em um dia em que uma mãe de seis filhos está sendo cremada e uma mulher grávida foi esfaqueada, são inaceitáveis e falsos", disse Netanyahu. "Israel aplica a lei a israelenses e palestinos. O responsável pela impasse diplomático é a Autoridade Palestina, que continua a incitar e se recusa a negociar", completou. Fonte: Associated Press.

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