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Alemanha aprova acordo que dificulta reunião familiar de refugiados

10:05 | 29/01/2016
Após semanas de discussões, os partidos que formam a coalizão do governo da Alemanha - a União Democrata Cristã (CDU), o Partido social-democrata (SPD) e a União Social Cristã (CSU) - chegaram a um acordo sobre novas mudanças na lei de asilo aos refugiados, em um esforço para conter o número de imigrantes que chegam ao país.

Um dos principais pontos que eram de discórdia, os partidos concordaram em limitar a reunião familiar de refugiados que estão na Alemanha cujos familiares estão em outros países, ou seja, os refugiados não poderão mais trazer automaticamente seus familiares para a Alemanha. Em alguns dos casos, os refugiados terão que esperar dois anos para poder buscar sua família.

Essa regra vale também para aqueles que possuem o chamado "status limitado de proteção", ou seja, pessoas não são consideradas refugiadas pela Convenção de Genebra ou pela legislação alemã, mas mesmo assim não podem ser deportados por correrem riscos no seu país de pena de morte ou torturas, por exemplo, disse o vice-chanceler Sigmar Gabriel.

No entanto, o critério de reunião familiar passa a ter prioridade aos refugiados que serão transferidos da Turquia, Jordânia ou Líbano para a Alemanha. Segundo o vice-chanceler Sigmar Gabriel, cerca de 18% dos refugiados sírios se encontram nesta situação.

A coalizão do governo também concordou em acrescentar o Marrocos, a Argélia e a Tunísia na lista de países considerados seguros, tornando mais difícil para os cidadãos desses países a se tornarem refugiados. O governo de Merkel tem estado sob pressão para mostrar que é capaz de agir apesar do crescimento divergências sobre questões de imigração entre os partidos no poder.

Além disso, os partidos aprovaram que requerentes de asilo que concluírem um curso profissionalizante na Alemanha terão o direito de trabalhar por dois anos no país, independente do seu status como refugiado. Fonte: Dow Jones Newswires.

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