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Onda de ataques deixa dezenas de mortos no Afeganistão

11:43 | 13/12/2014
A pouco mais de duas semanas do fim da missão militar internacional no país, talibãs assumem autoria de diversos ataques que ocorrem no mesmo dia em que ministra alemã de Defesa faz visita surpresa a tropas. A pouco mais de duas semanas do fim da missão militar da Otan no Afeganistão, uma onda de violência em diferentes partes do país neste sábado (13/12) causou mortes e aumentou a tensão em solo afegão. O talibã reivindicou a autoria dos ataques. Os ataques coincidiram com a visita surpresa da ministra alemã da Defesa, Ursula Von der Leyen, a soldados alemães na manhã deste sábado, na região de Hindu Kush, para falar da nova missão deles junto a tropas internacionais no país a partir do ano que vem. Ataque a alto funcionário de tribunal Logo pela manhã, um homem armado atirou e matou Atiqullah Raufi, alto funcionário do Tribunal Superior do Afeganistão. Segundo um porta-voz da polícia, Raufi, que era chefe de uma secretaria do tribunal, estava saindo de casa a caminho do trabalho, em Cabul. Mais tarde, 12 homens foram mortos ao ser atacados por radicais armados enquanto trabalhavam na retirada de minas terrestres no sul do Afeganistão, na província de Helmand. Três insurgentes foram mortos pelas forças de segurança, outros quatro foram capturados. Pelo menos seis soldados afegãos morreram em um ataque a um ônibus em Cabul, que ainda deixou vários feridos. Segundo um porta-voz da polícia, a bomba explodiu junto à porta do ônibus, onde os soldados estavam sentados. Um dia antes, dois soldados da Otan haviam sido mortos no leste do Afeganistão, segundo divulgou a Força Internacional de Assistência à Segurança no Afeganistão (Isaf). Apesar de reivindicar a autoria dos ataques, o talibã não explicou o motivo das mortes. Recentemente, os fundamentalistas vêm intensificando os ataques, que na maioria das vezes tem oficiais do governo, tropas de segurança e internacionais como alvo Retirada com "prudência" Durante visita surpresa, a ministra alemã da defesa, Ursula Von der Leyen, ressaltou que a nova missão internacional no Afeganistão precisa ser conduzida até o final "com prudência, e também com tempo suficiente". Ela alertou para que a retirada completa dos soldados internacionais do solo afegão não seja feita de maneira "abrupta", dada a instabilidade e a situação "de fragilidade" do país. Von der Leyen disse ainda que toda a cautela é necessária para garantir os resultados obtidos ao longo dos últimos anos com a presença militar no Afeganistão. Esta foi a terceira visita da ministra alemã ao país do Oriente Médio desde que assumiu a pasta da Defesa, há um ano. Ela sempre defendeu a missão internacional por lá. "Se olharmos para trás, vários fatores mostram que o (envolvimento do Ocidente) fez sentido", afirmou ela neste sábado. Depois de 13 anos, no fim de dezembro encerra-se oficialmente a missão militar da Otan no Afeganistão. No entanto, cerca de 12 mil soldados de pelo menos 40 países permanecerão em solo afegão para treinar e orientar tropas nacionais. A Alemanha pretende enviar cerca de 850 soldados, mas a medida ainda precisa ser aprovada pelo Bundestag. Até então, aproximadamente 1,2 mil soldados alemães estavam estacionados no Afeganistão.
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