PUBLICIDADE
Notícias

Merkel defende unidade europeia e critica movimento anti-islamização

11:26 | 31/12/2014
Em discurso de Ano Novo, chanceler federal defende ideia de que união faz a força, tanto no caso do continente europeu, quanto da Alemanha. A coesão é a base para o sucesso do país, destaca. A unidade da Europa é a chave para superar a crise na Ucrânia, disse a chanceler federal alemã, Angela Merkel, em seu discurso de Ano Novo, divulgado previamente nesta terça-feira (30/12). "Queremos a segurança na Europa junto com a Rússia, e não contra a Rússia", afirma a chanceler. Mas também é claro que "a Europa não pode e não vai aceitar o suposto direito de um mais forte, que viola o direito internacional", disse Merkel, referindo-se ao conflito no leste ucraniano. Em resposta, a Europa decidiu não se deixar separar, mas sim agir mais forte do que nunca como unidade, para defender seus valores e a paz, destacou a chefe de governo. Ameaça do "Estado Islâmico" Em seu discurso, a chanceler também alertou para o perigo representado pela milícia "Estado Islâmico" (EI), que domina grande parte do Iraque e da Síria. Neste ano, o grupo terrorista "perseguiu e matou de maneira brutal todos aqueles que não se submeteram ao seu domínio". E o EI também ameaça "nossos valores em casa", afirmou a chanceler quanto à influência do grupo sobre a Europa. Refugiados e imigrantes Diante de guerras e conflitos mundo afora, Merkel garantiu que a Alemanha ajudará refugiados. O número atual de refugiados é o maior desde a Segunda Guerra Mundial, destacou, e muitos escaparam da morte. "É claro que os ajudamos e acolhemos aqueles que aqui buscam refúgio", afirmou. É um elogio à Alemanha o fato de filhos de indivíduos perseguidos poderem ter crescido sem medo no país. À parte os que buscam proteção, a imigração é "um ganho para todos nós". Alerta contra xenofobia Com palavras claras, Merkel se dirgiu aos membros do movimento anti-islã Pegida (sigla em alemão para "Europeus patriotas contra a islamização do Ocidente"), que protestam contra uma suposta "alienação" da Alemanha. A chanceler pediu aos cidadãos alemães que não se deixem ser usados pelos organizadores do movimento, que querem excluir pessoas com cor da pele ou religião diferentes. "Por isso, digo a todos que participam desses protestos: 'Não siga aqueles que os convocam! Pois frequentemente eles têm preconceito, frieza e até mesmo ódio em seus corações'", disse Merkel. A chefe de governo criticou o fato de os manifestantes se apropriarem do slogan "Nós somos o povo", do movimento civil da República Democrática Alemã (RDA), a antiga Alemanha Oriental. A união faz a força Merkel encorajou os alemães para o ano de 2015, destacando o valor da união. "Também no ano que vem, deveríamos juntos fazer de tudo para fortalecer a coesão do nosso país." Segundo a chanceler, isso faz a sociedade alemã ser humana e é a base para o sucesso do país. Assim, a Alemanha poderia encarar desafios futuros, como a revolução digital e o envelhecimento da população. Para o posto de presidente do G7, em 2015, Merkel anunciou seu engajamento pessoal a favor da proteção climática. Para isso, é preciso finalmente se chegar a novos acordos vinculantes, reiterou. LPF/dpa/epd/afp/rtr
TAGS