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Policial que matou jovem negro em Ferguson não será julgado

"Estamos profundamente decepcionados de que o assassino do nosso filho não tenha que sofrer as consequências de seus atos", declarou a família de Brown

00:49 | 25/11/2014
O policial americano Darren Wilson não será acusado judicialmente pela morte de um jovem negro desarmado baleado em agosto passado, na cidade de Ferguson, Missouri, anunciou nesta segunda-feira, 24, o promotor Robert McCulloch.
O promotor foi o encarregado de anunciar a decisão de um grande juri, que deliberou durante três meses sobre a morte de Michael Brown, que recebeu seis tiros do policial Wilson.
A decisão, aguardada por centenas de pessoas nas ruas de Ferguson, provocou novos distúrbios na cidade, já sacudida por protestos em agosto passado.
Logo após o anúncio, por volta da meia noite, horário de Brasília, manifestantes passaram a atirar objetos contra os policiais, aos gritos de "sem justiça não há paz". Os agentes reagiram lançando bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão, constatou a agência AFP.
[SAIBAMAIS2]"Estamos profundamente decepcionados de que o assassino do nosso filho não tenha que sofrer as consequências de seus atos", declarou a família de Brown, pedindo "respeitosamente que qualquer manifestação seja pacífica".
O presidente Barack Obama fez um apelo à calma em Ferguson: "Somos uma nação baseada no respeito à lei".
Obama destacou que todos os protestos devem ocorrer de "maneira pacífica", lembrando que os familiares de Brown rejeitaram qualquer ato de violência.
Michael Brown, 18 anos, morreu no dia 9 de agosto atingido com seis tiros disparados por Darren Wilson, 28, em plena luz do dia em uma rua de Ferguson, cidade de cerca de 21.000 habitantes do subúrbio de Saint Louis.
A polêmica morte reavivou as tensões raciais e provocou manifestações que muitas vezes terminaram em distúrbios. Quase 70% da população de Ferguson é negra, mas as autoridades políticas e policiais são majoritariamente brancas.


AFP
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