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Libertado general sequestrado pelas Farc

15:38 | 30/11/2014
Rubén Alzate e outros dois reféns são resgatados na província de Chocó, noroeste da Colômbia. Expectativa é que libertação reative as negociações de paz suspensas pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos. Um general do Exército colombiano e dois acompanhantes, capturados há duas semanas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), foram libertados neste domingo (30/11) pelos guerrilheiros. A libertação abre caminho para um recomeço das negociações de paz bloqueadas pelas autoridades colombianas. Uma missão humanitária, envolvendo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e delegados de Cuba e Noruega, resgatou o general Rubén Alzate, de 55 anos, assim como o cabo Jorge Rodríguez e a conselheira jurídica do Exército, Gloria Urrego, em uma zona rural na província de Chocó, na costa do Oceano Pacífico. "Libertados, em perfeitas condições. Aguardando [melhoria nas] condições climáticas para regressarem às suas famílias", anunciou o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, através de sua conta oficial no Twitter. Os três ex-reféns devem ser levados para Bogotá, onde serão examinados clinicamente e, em seguida, o general Alzate dará breves declarações sobre as causas do sequestro. Alzate foi raptado em 16 de novembro na região fronteiriça com o Panamá. Ele estava usando roupas civis e se movimentava sem escoltas pelo rio Atrato. No mesmo dia, o presidente Santos suspendeu as negociações com as Farc e criticou o general por ter, aparentemente, quebrado os protocolos de segurança. Para reativar o diálogo, Santos exigiu a libertação dos três sequestrados em Chocó, além de todos os soldados que estava retidos na região de Arauca, no noroeste da Colômbia. Os soldados foram soltos na última terça-feira. O rapto do general, o militar de maior patente a cair nas mãos dos guerrilheiros em mais de 50 anos, colocou em xeque um desfecho positivo nas negociações de paz. O diálogo entre o governo e as Farc, iniciado há cerca de dois anos, conseguiu mais avanços no sentido do fim do conflito interno do que todas as tentativas anteriores. Segundo números oficiais, o conflito mais antigo da América Latina já causou a morte de 220.000 pessoas. PV/lusa/dpa/rtr
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