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Combatentes curdos tomam posições estratégicas em Kobane

14:15 | 01/11/2014
Peshmergas ocupam postos localizados na região leste e oeste da cidade síria. As forças receberam o reforço de mais 150 homens e caminhões com artilharia pesada para conter o avanço do "Estado Islâmico". As forças dos combatentes curdos peshmergas tomaram neste sábado (01/11) posições estratégicas de Kobane, a disputada cidade fronteiriça da Síria, perto da Turquia, para lutar contra o avanço dos extremistas do "Estado Islâmico" (EI). Os curdos receberam também o reforço neste sábado de mais 150 combatentes peshmergas, que chegaram à região com dez caminhões com artilharia pesada e armas. Segundo Ismat Hassan, combatente curdo, as forças na região tomaram postos principalmente na região leste e oeste de Kobane, onde os combatentes do EI têm seus bastiões. "Todos os temas referentes à logística estão sendo tratados em estreita coordenação com a Unidade de Proteção Popular (YPG)", afirmou o curdo para a agência de notícias DPA. A YPG é a principal milícia curda da Síria. Cerca de 60% da cidade de Kobane, de maioria curda, está nas mãos dos jihadistas do EI, que têm recebido reforços de suas unidades localizadas no sul da Síria. No Iraque, os combatentes pershmerga lançaram uma nova ofensiva para liberar do domínio do EI a cidade de Sinjar, no norte do país. A missão inédita de peshmergas foi enviada à região depois de a Turquia ter concordado que as tropas cruzassem seu território rumo à Síria embora o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, tenha reiterado que seu país não enviará forças terrestres próprias para Kobane. Os primeiros combatentes pershmerga, dotados de armamento pesado, chegaram na Turquia na última quarta-feira. Execução em massa pelo EI De acordo com autoridades da cidade de Anbar, no Iraque, o Estado Islâmico (EI) teria realizado uma execução em massa de ao menos 50 pessoas da tribo Albu Nimr. Um vereador de Anbar, Faleh al-Issawi afirmou que os jihadistas executaram parte da tribo por ela ter resistido ao avanço do grupo na região. Durante seu avanço no Iraque e Síria, o EI já matou civis, combatentes contrários aos jihadistas e minorias étnicas, bem como o seqüestro e a venda de mulheres para o trabalho escravo. Estima-se que, em relação a tribos, os extremistas tenham executado mais de 300 pessoas desde a metade da última semana. Apesar de uma coalizão liderada pelos EUA realizar ataques aéreos para apoiar os esforços do governo de ambos países para os insurgentes ganharem mais terreno, o grupo continua a sua campanha para estabelecer um "califado islâmico" na região. FC/ap/rtr/dpa/lusa
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