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Autorretrato de Da Vinci vive em total segurança desde a II Guerra Mundial

A lenda diz que, o autorretrato de Da Vinci possui um olhar intenso e que, aquele que o observa recebe uma força extraordinária

15:14 | 05/11/2014
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Ao falar de Leonardo da Vinci, as lembranças do trabalho do artista remetem logo ao famoso quadro da Monalisa. Muito embora essa seja uma das mais famosas de suas pinturas, recentemente foi descoberta um autorretrato que, possivelmente, é de Leonardo da Vinci.
Segundo a BBC um dos autorretratos mais famosos do mundo, com 500 anos, está em Turim, na Itália e, raramente, ele é apresentado ao público.

A lenda diz que, o autorretrato de Da Vinci possui um olhar intenso e que, aquele que o observa recebe uma força extraordinária. Segundo a BBC, esse poder fora do comum fez com ele fosse levado de Turim para Roma durante a II Guerra Mundial.

A razão dessa transferência é porque ninguém gostaria que o quadro chegasse ao conhecimento de Adolph Hitler, já que o líder já detinha de muitos poderes.

De acordo com as informações, na época, essa foi a única obra retirada de toda a vasta coleção de desenhos e manuscritos da Biblioteca Real de Turim.

O atual diretor à BBC, disse que ninguém tinha conhecimento de onde o quadro era guardado. "Para evitar que os nazistas o levassem, colocou-se em prática uma grande operação para transportá-lo em total sigilo para Roma."

Lugar seguro

O acesso ao local do quadro é muito seguro. Ao entrar na biblioteca é preciso descer as escadas que estão cobertas por tapete vermelho impecável. Logo após, é preciso entrar em uma caverna subterrânea com portas reforçadas, local onde está guardado a obra, desde 1998.

Os cuidados com a obra são tantos, que até a iluminação é natural. A temperatura e a umidade do ambiente são controladas e há câmeras e alarmes de segurança. Ao mostrar a obra, Sacanni apresentou os danos que o quadro já sofreu durante a viagem para escondê-lo, já que não havia, na época, tantos meios para preservá-la.

"Na parte inferior esquerda, a inscrição que diz, em latim, 'Leonardus Vincius vai desaparecer completemtante'", disse Sacanni.

Ele afirma ainda que “é preciso lembrar que esse desenho tem 500 anos. É um desenho feito em papel comum. Por isso, é extraordinário que ainda possamos ver essa obra prima", disse ele.

Mesmo com sua grande importância a representação para o mundo das artes, os especialistas ainda não entraram em consenso para afirmar se ela é mesmo um auto rretrato de Da Vinci.

"Ele não era fã da ideia de autorretratos", afirma James Hall, autor do livro "O autorretrato: uma história cultural", que duvida que o retrato tenha sido feito por Da Vinci.

Mas Sacanni, diretor da Biblioteca Real, não tem dúvidas de que a obra seja de Da Vinci. "O poder expressivo de seu rosto está absolutamente aliado a uma emoção e uma habilidade que apenas Leonardo podia ter."

Por ser tão valioso o quadro só pode ser transferido de um lado para outro com uma permissão ministerial.

Visitação

Está previsto para as próximas semanas, que 50 pessoas, com permissão, visitem o local. Mesmo havendo 80 obras importantes de Rembarndt e Van Dyck, a maioria dos visitantes estará lá para conhecer o autorretrato “mágico” de Leonardo Da Vinci.

 

Redação O POVO Online

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