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Suspeito de terrorismo tinha endereço de Tony Blair

10:00 | 14/10/2014
Um homem acusado de planejar um atentado terrorista no Reino Unido possuía o endereço do ex-primeiro ministro britânico Tony Blair no seu carro. A informação foi revelada por um promotor durante o início do julgamento do caso nesta terça-feira.

Erol Incedal, de 26 anos, mora em Londres e é acusado de planejar um ato terrorista e de possuir instruções para montar bombas. Ele nega as acusações.

Em suas considerações iniciais, o advogado de acusação Richard Whittam disse que o endereço de Tony Blair pode ser significante para o caso, embora a promotoria argumente que Incedal "não havia se decidido sobre um alvo ou uma metodologia específica" para um ataque. Whittam disse que o réu pode ter como plano um ataque a um indivíduo importante ou a realização de um tiroteio indiscriminado.

O papel com o endereço do ex-primeiro ministro foi encontrado em uma caixa de óculos durante uma abordagem policial em setembro de 2013. Whittam disse que, durante a busca, a polícia plantou um dispositivo de escuta no automóvel. Como líder do Reino Unido, Tony Blair foi responsável por entrar na guerra do Iraque em 2003, numa decisão que permanece bastante impopular entre os britânicos.

O suspeito foi preso no fim do ano passado e os promotores solicitaram um julgamento sob sigilo por razões de segurança nacional. Um outro suspeito foi preso com Incedal, Mounir Rarmoul-Bouhadjar. Ele se declarou culpado por possuir um documento ensinando a fazer bombas e receberá sua sentença com o réu.

Juízes britânicos com frequência impõem restrições à imprensa enquanto os julgamentos transcorrem, para evitar prejudicar procedimentos futuros. Partes de julgamentos também já foram realizados sem a presença da mídia ou participação popular, mas advogados afirmam que nunca um processo inteiro foi arbitrado em sigilo.

Após ser desafiado por organizações da mídia, o juiz decidiu que partes do julgamento serão realizadas em público, incluindo as declarações iniciais dos promotores e o veredicto. Alguns jornalistas também receberam permissão para acompanhar a deliberação, mas sem publicar notícias enquanto o processo está em andamento. Fonte: Associated Press.

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