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Estado Islâmico pode tomar Kobani, na fronteira turca

12:00 | 06/10/2014
O grupo Estado Islâmico tomou o controle nesta segunda-feira de um posto de verificação na borda leste da cidade síria de Ayn al-Arab, também conhecida como Kobani, informou um comandante curdo, elevando temores sobre a queda iminente da cidade.

Combatentes do grupo extremista elevaram sua bandeira negra sobre o posto de verificação, localizado pouco mais de 1.600 metros do centro de Kobani, informou Meysa Abdo, comandante de uma milícia curda síria conhecida como Unidades de Defesa Populares, ou YPG. A bandeira pode ser vista das vilas do outro lado da fronteira, em território turco, disseram testemunhas.

"Vamos tentar e retomar o posto de verificação, assim como todas as outras partes tomadas pelo Daesh", afirmou Abdo, referindo-se ao Estados Islâmico por seu acrônimo árabe.

O Estado Islâmico tomou mais de 300 vilas curdas nas proximidades de Ayn al-Arab e intensificou os ataques à cidade na semana passada, quando fracassou em cumprir a promessa de realizar orações na cidade para comemorar o feriado muçulmano do Eid al-Adha.

Combatentes curdos pediram ajuda militar internacional, afirmando que os ataques aéreos ocasionais realizados pela coalizão perto de Ayn al-Arab fizeram pouco para deter o avanço do grupo extremista sunita.

No domingo, as forças curdas rechaçaram um ataque do Estado Islâmico. Segundo o grupo ativista Observatório Sírio pelos Direitos Humanos e um comunicado das forças YPG, mais de 45 combatentes dos dois lados morreram no domingo, dentre eles uma combatente curda que detonou explosivos que levava junto ao corpo, matando dez jihadistas.

Comunicado do YPG identificou a suicida como Deilar Kanj Khamis, mais conhecida por seu nome militar, Arin Mirkan.

Khamis era integrante do braço do YPG conhecido como Unidades de Proteção Femininas, ou YPJ. A força tem mais de 10 mil combatentes mulheres que têm desempenhado um papel importante nos combates contra o Estado Islâmico, afirmou Nasser Haj Mansour, oficial de Defesa da região curda na Síria. Fonte: Dow Jones Newswires e Associated Press.

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