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Aviões militares americanos decolarão do Curdistão iraquiano

18:53 | 11/09/2014

Os Estados Unidos começarão a usar a cidade de Erbil, no Curdistão iraquiano, como base para parte de seus aviões militares que vão bombardear o Estado Islâmico, indicaram nesta quinta-feira oficiais do Departamento de Defesa.
No dia seguinte a um discurso de Barack Obama no qual anunciou "o alcance" dos ataques contra os jihadistas no Iraque, o Pentágono indicou que quer "conceder um apoio aéreo mais ofensivo às forças de segurança iraquianas", de acordo com o porta-voz da instituição, o contra-almirante John Kirby.

Como parte da intensificação desta campanha aérea que começou no dia 8 de agosto, os Estados Unidos levarão alguns aviões a Erbil, capital iraquiana do Curdistão, afirmou o oficial. A defesa dessa cidade é feita basicamente pelos peshmergas (combatentes curdos) em coordenação com Washington, que realiza ataques aéreos contra os extremistas islâmicos.

O uso da base aérea de Erbil reflete a expansão da ofensiva americana contra os militantes do Estado Islâmico. Ela facilita o acesso dos aviões de combate à frente de batalha, explicou à AFP uma autoridade do Departamento de Defesa dos Estados Unidos que pediu para não ser identificada.

Desde o início de agosto, a Força Aérea americana realizou mais de 150 ataques aéreos contra o Estado Islâmico, a maior parte para proteger a estratégica represa de Mossul, no norte do Iraque, cerca de 130 km a leste de Erbil.

Esta campanha aérea é complementada com o envio de centenas de conselheiros militares americanos para que trabalhem com seus pares iraquianos.

Com a estratégia anunciada na quarta, Obama pretende dar mais assistência a forças locais no Iraque e a combatentes rebeldes "moderados" na Síria. Para isso, serão enviados 475 militares que atuarão como "conselheiros". Esses conselheiros começarão a chegar ao Iraque, "sem dúvida, no decorrer da semana que vem", segundo Kirby.

O porta-voz do Pentágono acrescentou que desses 475, 125 vão se dedicar a missões aéreas em Erbil, aumentando para 1.600 o número de soldados no Iraque.

Ao contrário da guerra do Iraque entre 2003 e 2011, as tropas americanas ficarão encarregadas apenas da segurança do corpo diplomático dos Estados Unidos no país e de auxiliar a forças iraquianas, disseram autoridades dos EUA.

Nenhum soldado participará de missões de combate, ressaltou Kirby.

AFP

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