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Após decapitação de francês, Paris cogita aderir à ofensiva na Síria

05:53 | 25/09/2014
Ministro da Defesa admite que França, que no momento atua apenas no Iraque, estuda ampliar ofensiva contra extremistas. País busca radicais responsáveis pelo assassinato de turista. Após a decapitação de um turista francês por extremistas ligados ao "Estado Islâmico" na Argélia, o ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, disse nesta quarta-feira (25/09) que está sendo estudada a possibilidade de se juntar aos Estados Unidos na ofensiva aérea na Síria. A França aderiu à coalizão internacional que combate o "Estado Islâmico" no Iraque, com base em um pedido de ajuda de Bagdá. Mas vem sendo reticente quanto a se juntar aos ataques também na Síria, preferindo apoiar a oposição moderada ao ditador Bashar al-Assad. "A possibilidade está sobre a mesa", disse Le Drian, sobre aderir à ofensiva na Síria. "Mas já temos uma importante tarefa no Iraque e vamos ver nos próximos dias como a situação se desenvolve." Na quarta-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, usou seu discurso na Assembleia Geral da ONU para emitir um chamado global para que os países se unam à coalizão liderada pelos americanos. Novos ataques Segundo Le Drian, a França está em busca dos autores da decapitação. Ele reconheceu haver uma preocupação com as dezenas de milhares de cidadãos franceses que vivem na Argélia. O presidente François Hollande convocou para esta quinta-feira uma reunião de emergência do gabinete para discutir o assunto. Na quarta, na Assembleia Geral da ONU, ele disse que a França não aceita chantagem, após os radicais exigirem o fim das operações no Iraque. "A luta contar o terrorismo precisa continuar e avançar", disse Hollande. O assassinato do turista Hervé Gourdel, de 55 anos, acontece dias após o "Estado Islâmico" convocar seus seguidores a continuarem com sa decapitações de ocidentais de países envolvidos nos bombardeios na Síria e no Iraque. A declaração fez menção aos "franceses sujos e perversos". Os ataques aéreos dos Estados Unidos na Síria na quarta-feira tiveram como alvo refinarias de petróleo controladas pelo "Estado Islâmico" (EI) no leste do país. Foram realizados 13 ataques, contra 12 refinarias e um veículo dos extremistas, que foi destruído. Segundo a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos, pelo menos 14 extremistas foram mortos nos ataques americanos e de seus aliados na madrugada de quarta para esta quinta-feira. RPR/afp/dpa

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