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Parlamento líbio pede ajuda da ONU para barrar violência

15:50 | 13/08/2014
O novo parlamento eleito na Líbia pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira uma "intervenção internacional" para barrar o avanço da violência das milícias no país.

Congressistas líbios se reuniram na cidade de Tobruk, no extremo leste, longe do conflito entre militantes pelo controle do aeroporto da capital, Tripoli, e dos combates na segunda maior cidade da Líbia, Bengasi. Eles adotaram uma resolução pedindo ajuda ao Conselho de Segurança da ONU.

Não está claro ainda se a ONU vai responder ao pedido do parlamento líbio, mas as reivindicações de ajuda estrangeira se repetem há muitos anos no país. A missão da ONU na Líbia, que foi suspensa por causa da violência, pediu às partes combatentes para que parem com a violência e aceitem dialogar.

Enquanto isso, explosões em Tripoli mataram três pessoas Durante a madrugada. Os líbios sofrem com a pior crise de violência sectária desde a derrubada e a morte do ditador Muamar Kadafi, em 2011. Milhares de civis fugiram da Líbia, incluindo diplomatas e cidadãos estrangeiros. Embaixadas foram fechadas e organizações internacionais deixaram seus escritórios no país.

A escalada da violência na Líbia começou quando militantes islâmicos, principalmente vindos do município costeiro de Misrata, lançaram ataques ao aeroporto de Tripoli, que segue sob controle de grupos rivais da cidade de Zintan. Analistas acreditam que a operação foi uma resposta à derrota esmagadora dos partidos islâmicos nas eleições parlamentares e à campanha contaria aos militantes islâmicos levada a cabo em Bengasi por um general renegado e unidades do Exército.

Os militantes sãos as únicas forças em solo na Líbia desde o golpe de 2011, que deixou tanto a polícia como o Exército fragmentados. Sucessivos governos têm confiado nas milícias para manter a ordem. O novo parlamento, composto principalmente por políticos anti-islâmicos, está estudando mais uma resolução para pedir a dissolução dos grupos de militantes. Fonte: Associated Press.

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