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Francisco chega à Coreia do Sul para viagem de 5 dias

02:30 | 14/08/2014
O papa Francisco chegou à Coreia do Sul para a primeira visita de um pontífice à península em 25 anos nesta quinta-feira, em uma viagem que já causa intensa repercussão internacional. Pouco antes do avião papal pousar em Seul, a Coreia do Norte disparou foguetes contra o país vizinho, em um sinal de animosidade entre os vizinhos. Além disso, o papa argentino enviou uma mensagem de congratulação ao presidente da China, Xi Jinping, país com o qual o Vaticano não tem relações diplomáticas.

A presidente do país, Park Geun-hye, e outros altos funcionários esperavam o pontífice no aeroporto de Seul, junto à uma almofada vermelha para saudar Francisco.

Um dos pontos destacados da visita de cinco dias de Francisco à Coreia do Sul será uma participação em um festival católico juvenil. Além disso, o líder católico irá santificar 124 mártires coreanos e irá celebrar uma missa pela paz. Espera-se também que o papa se reúna com familiares das vítimas do ferry que naufragou em abril, deixando quase 300 mortos.

Porém, o clima pacífico da visita de Francisco à Coreia do Sul não parece ser compartilhado por todos os países da região. Segundo o ministério da Defesa sul-coreano, pouco mais de uma hora antes de Francisco chegar à Seul a Coreia do Norte disparou foguetes de curto alcance no mar. Um funcionário do ministério, que pediu para não ser identificado, disse que os mísseis foram disparados de Wonsan, na costa leste, e voaram por cerca de 220 quilômetros.

Mesmo sabendo de que nem todos na região estão contentes com a sua visita, Francisco deverá aproveitar a visita para se aproximar os fiéis católicos na Ásia, além de construir pontes com líderes locais.

Enquanto sobrevoava pelo território aéreo da China, o papa argentino enviou um telegrama à Jinping dizendo que estendia "os cumprimentos à Vossa Excelência e os seus concidadãos" e invocava "as bênçãos divinas de paz e de bem-estar sobre a nação".

Embora seja uma mensagem tradicionalmente enviada por pontífices em viagens para o exterior, o telegrama à China significa muito mais do que sutilezas diplomáticas. O Vaticano e a China não tem relações diplomáticas há décadas, em parte, porque Pequim deseja controlar a nomeação de bispos para o país, algo que a Igreja Católica é contra. Porém, os dois países ensaiaram uma aproximação no ano passado, quando Francisco e Jinping trocaram mensagens de congratulações por suas respectivas eleições. (com informações da Dow Jones Newswires e da Associated Press)

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