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Epidemia do ebola pode ter sido subestimada, diz OMS

07:53 | 15/08/2014
Equipes que visitaram áreas afetadas têm evidências de que número de casos e mortes registrado subestima magnitude do surto. Oficialmente, o vírus já deixou mais de mil mortos na África Ocidental. O surto do ebola na África Ocidental pode ser ainda mais grave do que o que se pensava, declarou em comunicado a Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta quinta-feira (14/08). Funcionários do órgão encontraram nas áreas afetadas pela doença indícios de que a verdadeira extensão da epidemia ultrapassa os números de vítimas até então registrados, que incluíram 1.975 casos de infecção e 1.069 mortes. "Equipes nos focos do surto têm evidências de que o número de casos e mortes reportados subestima tremendamente a magnitude da epidemia", disse a organização através de seu site. "A OMS está coordenando a ampliação massiva de uma ação internacional, mobilizando o apoio de países, agências de controle de doenças, agências dentro do sistema da ONU e outras." No momento, agências internacionais buscam maneiras de enviar alimentos a pessoas na Libéria e Serra Leoa, que estão isoladas para conter a disseminação do vírus, informou um alto funcionário do Banco Mundial à agência de notícias Reuters. A Libéria sofre com a falta de comida e outros bens essenciais depois que a vizinha Costa do Marfim proibiu o trânsito em suas águas de navios que partam dos países atingidos pela epidemia. Entre as medidas de precaução para conter o avanço do vírus, os Estados Unidos solicitaram nesta quinta-feira aos parentes de funcionários da embaixada americana em Serra Leoa que deixem o país. A Alemanha também pediu que todos os cidadãos alemães que se encontram na Libéria, na Guiné e em Serra Leoa deixassem os países fazendo exceção apenas às equipes médicas e às representações diplomáticas. A Guiné, onde o ebola já deixou 377 mortos, foi o último país a decretar estado de emergência. O governo garante que o surto está sob controle e que o número de infectados está diminuindo, mas que ainda são necessárias medidas para impedir novos contágios a partir de países vizinhos. O primeiro caso confirmado de ebola foi anunciado em março na Guiné, embora a doença provavelmente já tivesse se manifestado em dezembro do ano passado. O vírus se espalhou rapidamente para Libéria e Serra Leoa, além de ter matado outros quatro na Nigéria. Trata-se da primeira epidemia de ebola na África Ocidental e do pior surto da doença da história. IP/dpa/rtr

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