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Suspeitos do assassinato de palestino são judeus extremistas

09:26 | 06/07/2014
Os suspeitos do sequestro e assassinato de um adolescente palestino, presos pela polícia israelense, são judeus extremistas, informou neste domingo uma fonte oficial israelense. "As pessoas presas em relação a este caso pertencem a um grupo judeu extremista", declarou à AFP um dirigente israelense que não quis ser identificado.

Segundo o jornal Haaretz, seis suspeitos foram presos até agora. Apesar de a investigação estar submetida à censura, a polícia deu a entender, pela primeira vez, que o crime pode ter motivação política. "No que diz respeito à morte do adolescente de Shuafat, a pista principal da investigação é a de um crime por motivos nacionalistas", afirmou à AFP Louba Samri, porta-voz da polícia.

O adolescente palestino cujo sequestro e assassinato desatou uma onda de violentos protestos foi queimado vivo, de acordo com os resultados preliminares da necropsia do corpo divulgados na véspera, o que poderá agravar ainda mais a tensão na região.

Mohammed Abu Khder, de 16 anos, foi sequestrado na quarta-feira em Shuafat, um bairro de Jerusalém Oriental. Seu corpo queimado foi achado horas mais tarde em uma floresta a oeste de Jerusalém, em um ataque atribuído pelos palestinos aos israelenses extremistas como vingança pela morte de três adolescentes israelenses.

Os médicos legistas encontraram indícios de fumaça em seus pulmões, o que significa que ele estava vivo quando foi queimado, informou a agência Maan, citando o procurador-geral palestino Mohammed Aluweiwi. Abu Khder também apresentava um ferimento na cabeça, mas que não causou sua morte, acrescentou Aluweiwi.

AFP

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