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Costa Concordia inicia sua última viagem

13:14 | Jul. 23, 2014
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Dois anos e meio depois do acidente que deixou 32 mortos, o navio de cruzeiro encalhado na costa da Itália começa a ser levado para Gênova, onde vai virar sucata. O navio Costa Concordia começou nesta quarta-feira (23/07) a ser rebocado das proximidades da ilha de Giglio, na Itália, onde havia naufragado há cerca de dois anos e meio. Depois de várias semanas de trabalho para elevar o navio e colocá-lo em condições de navegar, finalmente ele começou a ser rebocado para a cidade italiana de Gênova, onde será transformado em ferro-velho. Em janeiro de 2012, o Costa Concordia, um navio de cruzeiro, bateu numa pedra e naufragou perto da ilha italiana. No acidente morreram 32 pessoas, e mais de 60 ficaram feridas. A embarcação voltou a flutuar depois de as equipes de resgate injetarem ar em 30 flutuadores, fixados ao navio, que tem 300 metros de comprimento e pesa 115 mil toneladas. A operação de resgate é uma das maiores já feitas para recuperar um navio e tem custo total de 1,5 bilhão de euros. A viagem se iniciou por volta do meio-dia (horário local) e segue a uma velocidade de 3,7 quilômetros por hora (mais ou menos a mesma de uma pessoa caminhando), com previsão de chegada ao destino entre a noite de sábado e a manhã de domingo. Quatorze embarcações acompanham a operação. O chefe da agência de proteção civil da Itália, Franco Gabrielli, disse que só se pode festejar o sucesso da operação quando o navio chegar a Gênova. A viagem será acompanhada de perto por especialistas, para evitar derramamento de líquidos tóxicos. O governo da França está preocupado que o navio possa causar danos à Ilha de Córsega, que fica próxima da rota da viagem. Em Gênova, o navio será desmanchado e reciclado. Os trabalhos de desmantelamento devem durar dois anos e empregar quase mil pessoas. Entre 40 mil e 50 mil toneladas de aço devem ser recicladas. O Costa Concordia tinha mais de 4 mil pessoas a bordo no momento do acidente e, dos 32 mortos, um corpo nunca foi recuperado. Um mergulhador morreu na operação de resgate. O capitão do navio, Francesco Schettino, que ganhou manchetes em todo o mundo por ter abandonado a embarcação antes dos passageiros, está sendo julgado por homicídio culposo. A imprensa italiana publicou fotos dele, nesta quarta-feira, num jantar na ilha de Ísquia, parecendo bronzeado e relaxado. BA/ap/afp/dpa/lusa

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