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Cerca de 200 são detidos em protesto em Hong Kong

00:30 | 02/07/2014
A polícia de Hong Kong prendeu 196 pessoas nesta quarta-feira após dezenas de milhares se juntarem a uma marcha na ex-colônia britânica para pressionar por democracia.

Embora Hong Kong aproveite um elevado grau de autonomia desde o fim do domínio britânico, em 1997, o governo da China tem alertado os cidadãos da ilha que Pequim mantém a autoridade da cidade.

Segundo informações da polícia, o protesto que começou na terça-feira em Hong Kong reuniu 98.600 pessoas no seu auge, sendo que as detenções ocorreram sob a alegação de reunião ilegal e a acusação de impedir a polícia de trabalhar. Organizadores do evento estimam que 510 mil pessoas compareceram ao protesto, enquanto pesquisadores da Universidade de Hong Kong divulgaram uma projeção entre 154 mil e 172 mil.

As detenções ocorreram enquanto dois grupos de estudantes praticavam uma manifestação pacífica com o objetivo de ocupar a rua no distrito financeiro de Hong Kong. A intenção era permanecer no local até as 8h da manhã, no horário local, mas a polícia retirou um a um. Outro grupo protagonizou uma manifestação semelhante na frente da sede do governo, esperando a chegada do executivo-chefe Leung Chun-ying ao trabalho.

O primeiro de julho é um feriado público em Hong Kong e marca a entrega de Hong Kong de Londres para Pequim. Tradicionalmente, o dia é marcado por protestos. Neste ano, o foco dos manifestantes levou em conta um documento divulgado pelo gabinete da China no mês passado, o qual dizia que a autonomia de Hong Kong não é inerente, mas autorizada pelo governo central de Pequim.

Há alguns dias, cerca de 800 mil moradores votaram em um referendo informal que tem como intenção apoiar uma democracia completa, mas Pequim denunciou o referendo como uma farsa política. Os líderes do Partido Comunista da China prometem permitir que os cidadãos de Hong Kong elejam o líder da cidade até 2017, mas rejeita o pedido para que o povo nomeie candidatos. Fonte: Associated Press.

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