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Apesar dos últimos acidentes, piloto de aeronave acredita que desastres foram "fatos isolados"

Com 802 mortes, 2014 é o segundo pior ano da história em desastres aéreos

17:03 | 24/07/2014

O número de mortos em quedas de avião em 2014 chega a 802 pessoas e se torna o segundo pior ano da história. Segundo uma estatística divulgada pela International Civil Aviation Organization (ICAO), até o momento, o ano de 2005 foi o pior da história, com 824 mortos. Apesar disso, o comandante de aeronave comercial, Victor Medeiros, acredita que esses desastres foram "fatos isolados".

"Não acredito que por conta disso deixou de ser seguro. O avião continua sendo o meio de transporte mais seguro. Esses desastres foram fatos isolados. Dos quatro últimos, três não podemos dizer que foi um acidente, porque tem a grande probabilidade de terem sido abatidos, pelo fato de estar em uma zona de conflito", disse o piloto.

No último dia 17, um Boeing da Malaysia Airlines caiu na Ucrânia perto da fronteira com a Rússia, com 298 pessoas a bordo. O Boeing teria sido atingido quando sobrevoava a cerca de 10 mil metros de altura (33 mil pés). Para o comandante, não é viável um que um avião de passageiros tenha mecanismos de defesa contra qualquer tipo de ataque.

"O avião de passageiros é um avião pacífico, e não militar. Esses aviões não eram para ser abatidos. Não podemos conceber um avião desses com um dispositivo antimíssil, como o do Força Aérea 1, que transporta o presidente americano. Nas guerras, há uma convenção que proíbe o ataque a aviões de passageiros. Acredito que o que foi derrubado teria sido por engano", comentou o piloto, que ressaltou que um mecanismo de defesa em aviões seria muito custo para as companhias aéreas.

Em um dos desastres, o comandante citou que as cinzas vulcânicas podem ter atrapalhado a visibilidade do piloto ou então prejudicado as turbinas. Sobre o uso da tecnologia nesses casos, o comandante reconheceu que se fosse mais avançada poderia ajudar, mas seu alto custo faz com que demore a chegar aos aviões de passageiros. Entretanto, o piloto afirma que a tecnologia está evoluindo e que cada vez mais os aviões estão se utilizando desse recurso para evitar acidentes.

Redação O POVO Online

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