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Sudanesa condenada à morte apela de sua sentença

15:50 | 05/06/2014
Uma mulher sudanesa sentenciada à morte por se recusar a negar a sua fé cristã depois de deixar a religião islâmica apelou da sentença, disse o seu advogado.

O apelo exige a libertação de Meriam Ibrahim, alegando à corte que foram cometidos "erros processuais", disse seu advogado, Eman Abdul-Rahim, à Associated Press na noite desta quarta-feira.

Ibrahim foi condenada à morte por "apostasia" no mês passado por um tribunal de Cartum por supostamente converter-se do islamismo ao cristianismo. Ela afirma que seu pai muçulmano abandonou a família quando era ela era jovem e que ela foi criada por sua mãe, uma etíope cristã ortodoxa.

A sudanesa se casou com um homem cristão no sul do Sudão em uma cerimônia na igreja em 2011. Como em muitas nações muçulmanas, mulheres do islã são proibidas de se casar com não-islâmicos, embora os homens dessa religião possam fazê-lo.

Ibrahim tem um filho de 18 meses que se chama Martin e que vive com ela na prisão, onde ela deu à luz a uma segunda criança na semana passada. Pela lei, as crianças devem seguir a religião de seu pai.

A Anistia Internacional condenou a sentença, classificando-a como "abominável", e o Departamento de Estado dos EUA disse que estão "profundamente perturbados" com o caso.

O Sudão introduziu a lei Sharia islâmica no início dos anos 1980 sob o governo do autocrata Jaafar Nimeiri, em um movimento que contribui para a retomada animista e cristã no Sudão do Sul, que se tornou um país independente em 2011.

O presidente sudanês, Omar Bashir, um islamita que tomou o poder por meio de um golpe militar em 1989, disse recentemente que irá implementar o Islã de forma mais rigorosa agora que a parte não-muçulmana do país - o sul - não faz mais parte de seu território.

Um grande número de sudaneses foram condenados por apostasia nos últimos anos, mas todos eles escaparam da execução ao negarem a sua nova fé. Fonte: Associated Press.

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