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Metroviários suspendem greve, mas mantêm ameaça de parar na abertura da Copa

05:41 | 10/06/2014
Movimento que durou cinco dias e paralisou grande parte de São Paulo é suspenso, mas será reavaliado na véspera do jogo de abertura da Copa do Mundo. Ao mesmo tempo, MTST anuncia fim dos protestos contra o Mundial. TSTOs metroviários de São Paulo, em greve desde a última quinta-feira, decidiram na noite desta segunda-feira (09/06), em assembleia-geral, suspender a paralisação por dois dias e retornar imediatamente ao trabalho. Mas os trabalhadores marcaram nova assembleia para quarta-feira, véspera da abertura da Copa do Mundo, mantendo, assim, a ameaça de paralisação durante o Mundial. Além do reajuste salarial de 12,2%, os metroviários reivindicam agora também a readmissão de 42 trabalhadores demitidos pelo Metrô nesta segunda-feira. Mais cedo, o superintendente regional do Trabalho e Emprego em São Paulo, Luiz Antonio Medeiros, disse que faltou pouco para que fosse fechado um acordo entre o Metrô e os trabalhadores em greve há cinco dias. A readmissão de 42 metroviários demitidos chegou a ser parcialmente aceita pela Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), mas, em seguida, foi recusada pelo governo de São Paulo, afirmou Medeiros. A decisão dos trabalhadores, de retornar ao trabalho, foi tomada depois de o Tribunal Regional do Trabalho ter considerado abusiva a paralisação que gerou o caos na metrópole brasileira. Na assembleia da segunda-feira à noite foram colocadas três propostas em cima da mesa: a continuidade da greve, a suspensão até o dia 11 ou o seu fim. "Voltamos ao trabalho agora, mas teremos uma nova assembleia no dia 11 à tarde. Se vamos retomar ou não a greve no dia 12, dependerá da reintegração dos trabalhadores demitidos", disse o presidente do sindicato dos trabalhadores do Metrô de São Paulo, Altino Melo dos Prazeres. "Se o governo reintegrar nossos 42 companheiros, não teremos greve no dia 13", garantiu o dirigente sindical. Com o regresso ao trabalho por ao menos dois dias todas as linhas do Metrô de São Paulo deverão estar funcionando até a final do dia de quarta-feira, ou seja, até a nova assembleia-geral. A greve, iniciada na semana passada, foi convocada para exigir uma atualização salarial de pelo menos 12,2%, depois do fracasso das negociações com o Metrô de São Paulo, administrado pelo governo paulista, cuja oferta é de 8,7%. Neste domingo, foi determinado judicialmente que o aumento deverá ser fixado de acordo com os valores propostos pela entidade patronal. O metrô é o meio de transporte mais prático para chegar à Arena Corinthians, o estádio que vai receber o jogo de abertura do Mundial, para o qual são esperados mais de 60 mil espectadores, incluindo a presidente Dilma Rousseff e 11 chefes de Estado ou governo. Copa do Povo O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), que nas últimas semanas convocou manifestações em São Paulo, anunciou nesta segunda-feira o fim dos protestos contra o Mundial, depois de o governo brasileiro ter cedido a algumas das reivindicações. Segundo o coordenador do movimento, Guilherme Boulos, não haverá protestos contra o Mundial, mas manifestações pela votação do Plano Diretor, que estabelecerá novas regras para a construção na metrópole. Em nota, o movimento disse que conseguiu que as três principais demandas que motivaram uma série de protestos nas últimas semanas fossem atendidas. O acordo prevê a construção de moradias populares no terreno onde atualmente está a ocupação Copa do Povo. Para viabilizar o empreendimento deverão ser usados recursos do programa Minha Casa, Minha Vida, com subsídio complementar do governo estadual e da prefeitura de São Paulo. O governo federal se comprometeu ainda a propor a ampliação do limite do Minha Casa, Minha Vida para entidades. Atualmente, o limite por organização é de mil unidades habitacionais. A partir da nova etapa, com as devidas prestações de contas e a comprovação de bom desempenho, as entidades poderão receber até 4 mil unidades. AS/lusa/abr

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