PUBLICIDADE
Notícias

Papa pede retomada de negociações de paz na Síria

14:47 | 24/05/2014

O papa Francisco fez um apelo para que todos os lados envolvidos no conflito na Síria voltem "à mesa de negociações" e pediu que o mundo não deixe a Jordânia sozinha em sua ajuda aos refugiados, neste sábado em Betânia, na Jordânia.


"Renovo meu veemente apelo pela paz na Síria", disse o pontífice na Igreja latina de Betânia, depois de advertir "que as armas não solucionam os problemas." "A solução, de fato, pode vir apenas do diálogo e da moderação, da compaixão por quem sofre, da busca por uma solução política e do senso de responsabilidade para com os irmãos", acrescentou.

 

O pontífice improvisou, como faz com frequência, ao criticar "os violentos", "aqueles que fabricam e vendem armas", dizendo que devem se converter.


"Que Deus converta aqueles que têm projetos de guerra e que fortaleça os corações e as mentes dos artífices da paz com bênçãos", disse em italiano.


O papa Francisco também pediu que a comunidade internacional apoie os jordanianos, que abrigam centenas de milhares de refugiados que fugiram da violência nos países vizinhos, sírios em sua imensa maioria.


"Peço que a comunidade internacional não deixe a Jordânia sozinha frente à urgência humanitária causada pela chegada em seu território de um número tão elevado de refugiados", disse o Papa na cidade localizada no lado jordaniano do rio Jordão, depois de ter se reunido com pessoas que deixaram seus países para fugir de guerras, principalmente vítimas do conflito que devasta a Síria há mais de três anos.


Antes de continuar sua visita à região, a poucos quilômetros do local onde o rio cresce e se junta ao Mar Morto - e que, segundo a tradição, foi o lugar onde Jesus foi batizado -, o Papa garantiu às autoridades jordanianas a ajuda da Igreja Católica aos refugiados.


O pontífice foi recebido no lugar sagrado por católicos e outros cristãos com cantos e gritos de "viva o Papa" em espanhol e ouviu com uma expressão de surpresa uma música em sua homenagem.

AFP

TAGS