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Oposição suspende diálogo com o governo na Venezuela

11:00 | 13/05/2014
A coalização opositora suspendeu as reuniões técnicas do processo de diálogo que pretendia manter com representantes do governo. A decisão expressa repúdio às recentes ações das autoridades contra uma marcha de universitários e pelo desmonte de quatro acampamentos da oposição, anunciou o secretário executivo adjunto da coalização, Ramón José Medina, na noite de segunda-feira.

Os encontros dos grupos de trabalho do processo de diálogo, que estavam previstos para ontem e hoje, foram suspensos de forma unilateral pela chamada Mesa da Unidade Democrática. A coalização opositora decidiu tomar a medida para protestar contra a decisão do governo de "continuar atacando com repressão injustificada estudantes e manifestantes, como aconteceu quando despejaram violenta e traiçoeiramente os acampamentos de estudantes e hoje (segunda-feira) contra manifestantes que se dirigiam à Nunciatura Apostólica", afirmou Medina em comunicado.

Medina acrescentou que outra razão que provocou a decisão foi uma declaração recente do presidente da Assembleia Nacional, o governista Diosdado Cabello, de que manterá a presidência da comissão para investigar os acontecimentos dos últimos três meses, descartando uma exigência feita pela oposição de busca de um nome independente para essa posição.

A medida afeta as reuniões programadas para esta semana dos grupos de trabalho das comissões de anistia, descentralização, designação dos membros dos poderes públicos e a chamada "Comissão da Verdade" para investigar os acontecimentos no primeiro trimestre deste ano.

Medina disse que os membros do bloco de oposição se reunirão hoje para discutir os próximos passos e a possibilidade de participar de uma reunião fechada convocada pelo vice-presidente Jorge Arreaza para o final do dia para discutir a suspensão das reuniões técnicas dos grupos de trabalho.

Segundo Medina, a decisão da coalizão de oposição poderia afetar a reunião com os ministros das Relações Exteriores da Colômbia, Brasil e Equador e o núncio apostólico, prevista para 15 de maio, porque, se os grupos de trabalho não se reunirem, não terão nada para levar para discutir no encontro com os ministros sul-americanos. "Ainda não está confirmada (a reunião)", afirmou. Fonte: Associated Press.

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